terça, 17 de julho de 2018
Economia
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Pedidos de patentes cresceram 293%, passando de 42 para 203, em três anos

Celina Modesto / 01 de abril de 2018
Foto: DIVULGAÇÃO
O investimento em Ciência e Tecnologia é uma das formas de desenvolver a economia de uma cidade ou Estado, seja por meio de oferta e ampliação da mão de obra qualificada ou da criação de novos produtos ou processos, gerando aumento na solicitação de patentes. De 2014 a 2017, de acordo com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Ciência e Tecnologia, o pedido de patentes de inventores e pesquisadores paraibanos junto ao órgão federal responsável cresceu 293%, passando de 42 para 203 solicitações.

De acordo com a secretária executiva de Ciência e Tecnologia, Francilene Procópio, em 2011 a Paraíba estava na “lanterna” entre os Estados que solicitam registro de patentes ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). “Graças a um esforço em conjunto, com os Núcleos de Inovações Tecnológicas nas universidades, e a rede paraibana de NITs, criada há três anos, além de parcerias com a iniciativa privada, a Paraíba tem hoje uma das maiores taxas de crescimento de depósito de patentes”, afirmou.

Em 2017, de acordo com a secretária, a Paraíba alcançou o segundo lugar na região entre os pedidos de patente. “A expectativa é de ampliação do patamar atual e de mais investimento nas universidades e laboratórios de Pesquisa e Desenvolvimento. Sabemos que o período de avaliação de uma patente pode chegar a até sete anos, mas não podemos deixar de olhar para a cultura já estabelecida aqui. Cada vez mais temos pesquisas aplicadas em desenvolvimento que estão aptas a gerar riquezas, por isso, é importante termos as patentes para garantir os direitos dos pesquisadores”, afirmou.

Na Paraíba, os Núcleos de Inovação Tecnológica da UFPB, UEPB, UFCG e IFPB respondem pela maior parte das inovações desenvolvidas no Estado, de acordo com Procópio. “E eles têm de tudo. São inovações em processos ou produtos novos na área de Tecnologia da Informação e algoritmos, por exemplo, mas também não estamos distantes de áreas vocacionadas, como engenharia de materiais, com foco em nanotecnolohia e biomateriais, ciência energética e a área de saúde, com proposta de novos fármacos por meio de pesquisa”.

Segundo a secretária, o conhecimento gerado aqui “terá certamente contribuição e impacto fortíssimo, gerando novas condições de emprego e renda, além de riqueza de maneira geral”, citou Procópio.

Manter talentos no Estado

A secretária executiva da Ciência e Tecnologia, Francilene Procópio, afirmou que, desde os anos 1960, a Paraíba deu início ao processo de interiorização das universidades, antes mesmo do “boom” dos institutos federais no interior. “A Paraíba precisava ampliar a oferta do ensino superior público e as pós-graduações foram naturalmente surgindo. Isso nos consolida como um dos estados da região que mais tem condições de formar cérebro e mão de obra qualificada”.

No entanto, o desafio é fazer com que esses talentos permaneçam aqui. “Temos de fixar a mão de obra qualificada de maneira que atue no sentido de gerar riquezas e alternativas de maior inclusão social e produtiva. Temos de garantir infraestrutura nos laboratórios e institutos locais que facilitem inovação nas empresas. Então, o Estado poderá ser mais competitivo e atrair segmentos empreendedores do que simplesmente exportar cérebros”, frisou a secretária.

O professor Hyggo Almeida, da UFCG, afirmou que o incentivo à pesquisa e inovação é importante para a fixação dos talentos. “A Paraíba é conhecida como exportadora de talentos. Isto é fruto da excelente formação acadêmica na graduação e pós-graduação nos cursos de tecnologia”.

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