quinta, 18 de outubro de 2018
Economia
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Paraíba fecha 16 mil vagas de trabalho com carteira assinada em um ano

Adriana Rodrigues / 25 de junho de 2016
Foto: Divulgação
A Paraíba perdeu 2.031 vagas de empregos formais (com carteira assinada) em maio, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados neste sábado (25) pelo Ministério do Trabalho (MT). De acordo com o Caged, nos últimos 12 meses, a Paraíba perdeu 16.265 empregos com carteira de trabalho assinada, o que corresponde a uma retração de 3,90% do montante de empregos formais.

O resultado mantém a tendência de mais demissões que contratações no mercado de trabalho e os setores mais afetados são o de serviço (-612 postos) comércio (-556 postos) e construção civil (-553 postos).

Em relação ao mês de abril, em que houve o registro de 1.054 demissões, com um aumento de 92,69% redução do número de empregos. No acumulado de janeiro a maio foram fechados 13.046 postos de trabalho, o que resultou em uma retração de 3,15% no Estado.

Números do Brasil

Em todo País a redução foi de 72.615 vagas. No acumulado de janeiro a maio, contabilizou-se o fechamento de 448.011 postos de trabalho. Mas, o Caged ressalta, no entanto, que o resultado deste mês foi melhor do que mesmo período do ano passado, quando 115.559 vagas foram fechadas em maio.

Nos últimos doze meses, o Brasil perdeu 1.781.906 empregos com carteira assinada, o que corresponde a uma retração de 4,34% do contingente trabalhadores formais. Com o resultado, o Brasil tem atualmente 39.244.949 trabalhadores com carteira de trabalho assinada.

Setores

Conforme os dados do Caged, o setor de serviços registrou a maior queda de vagas de empregos formais em maio de 2016, com fechamento de 36.960 postos. O comércio diminuiu o ritmo de perdas, com a redução de 28.885 vagas em maio em relação a 30.507 postos fechados em abril. A indústria de transformação fechou 21.162 vagas contra 60.989 em abril.

Seguindo a tendência verificada em abril, a agricultura foi o setor que mais criou empregos no país em maio, com 43.117 novos postos de trabalho. No mês anterior, foram 8.051 novas vagas. O crescimento, segundo o MT, se deve à sazonalidade ligada ao cultivo do café, principalmente nos estados de Minas Gerais, responsável por 20.308 postos, e São Paulo, com saldo positivo de 4.273 vagas. De acordo com o relatório, a administração pública também apresentou saldo positivo, com geração de 1.391 postos em maio.

O emprego formal apresentou resultado positivo em Minas Gerais (9.304), no Espírito Santo (1.226), em Mato Grosso do Sul (562), Goiás (153) e no Acre (147). Nos demais estados houve perda de postos de trabalho. No Rio Grande do Sul foi registrada a maior queda (-15.829), influenciado pelo fator sazonal da agricultura (-3.723 postos a menos no setor).

Divulgado desde 1992, o Caged registra as contratações e as demissões em empregos com carteira assinada com base em declarações enviadas pelos empregadores ao Ministério do Trabalho.

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