sábado, 19 de agosto de 2017
Economia
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Número de informais cresce 9,3% na Paraíba e já são 440 mil trabalhando por conta própria

Nice Almeida / 25 de agosto de 2015
Foto: Arquivo
A alta taxa de desemprego que atingiu 9,1% no segundo trimestre deste ano - de abril a junho a Paraíba registrou 159 mil pessoas desempregadas - teve reflexos no setor informal. Segundo a Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílio (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta terça-feira (25), já são 440 mil paraibanos trabalhando por conta própria.

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Os dados revelam um crescimento de 9,3% comparado ao mesmo período do ano passado, quando esse número era de 402 mil. Na comparação com o primeiro trimestre também houve aumento de 3%. De janeiro a março eram 427 mil.

Cai em 17,8% número de trabalhadores domésticos

Outro reflexo no mercado de trabalho foi a lei que regulamenta as empregadas domésticas, sancionada em junho desde ano pela presidente da República Dilma Rousseff (PT). Caiu em 17,8% o número de trabalhadores domésticos na Paraíba, de acordo com os dados da pesquisa.

Enquanto no segundo semestre de 2014 o Estado tinha 117 mil pessoas trabalhando na área, este ano a PNAD registrou apenas 96 mil atuando. Uma redução de 21 mil empregados domésticos em comparação ao mesmo período do ano anterior. Queda observada também quando comparados os números do primeiro e segundo trimestres de 2015. De janeiro a março eram verificados 102 mil trabalhadores desempenhando essa função.

Cresce número de empregados com carteira assinada

O número de pessoas empregadas com carteira assinada, na Paraíba, cresceu 2,1% no segundo trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, revelou a. Enquanto de abril a junho de 2014 o Estado contabilizava 380 trabalhadores registrados nas empresas privadas, em 2015 são 388 mil. Comparado ao primeiro trimestre deste ano, o número se manteve.

Com relação ao montante de trabalhadores sem carteira assinada a PNAD mostra que o número reduziu em 1,1% passando de 280 mil, em 2014, para 276 mil empregados sem o registro, este ano. Duzentos e oitenta mil também foi o quantitativo apresentado no primeiro trimestre.

Empregos no setor público

Já sobre os empregados no setor público o número subiu de 2014 para 2015, mas reduziu quando comparados os dados do primeiro e segundo trimestres. De abril a junho do ano passado eram 268 mil empregados na área. No mesmo período deste ano eram 270 mil contra 279 mil no primeiro trimestre.

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