sexta, 23 de fevereiro de 2018
Economia
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Novo ministro da Fazenda defende reforma tributária para crescimento da economia

Mislene Santos / 13 de Maio de 2016
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta terça-feira (13) durante entrevista coletiva que o primeiro passo do governo de Michel Temer para proporcionar a retomada do crescimento do País deve ser uma reforma tributária, com a redução dos níveis tributários. Ele, no entanto, não descartou, mesmo que temporárias, a implantação de novas tributações.

“Para que a economia volte a crescer de forma sustentável em níveis mais elevados, nós temos como meta a diminuição do nível de tributação na sociedade brasileira. A prioridade hoje é o equilíbrio fiscal, isto é, a estabilização do crescimento da dívida pública. Caso seja necessário um tributo ele será aplicado, mas certamente, temporário. Ele (tributo) será proposto, mas temporário, porque nós sabemos que o nível de tributação já é elevado e que isso é um fator negativo para o crescimento econômico”, afirmou o ministro.

Sobre o no presidente do Banco Central, Meirelles informou que anunciará novo nome na próxima segunda-feira (23).

Divida dos Estados

Em relação às dívidas dos Estados, Henrique Meirelles disse que este é um assunto que precisa ser equacionado, pois já existe uma recomendação do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando que o governo federal e os Estados encaminhem uma solução para o problema.

“Eu analisei, ainda de forma preliminar, a atual proposta do governo, eu acho que a linha está correta. Certamente, vai ter que se equacionar essa situação dos estados, que é um fato e, por outro lado, temos de resolver de uma vez por todas questão fiscal dos estados com regras que garantam que situação não vá se repetir. E, ao mesmo tempo, não fazendo acordo que comprometa excessivamente o governo federal. Que não comprometa o nosso programa de estabilização fiscal”, disse Meirelles.

Programas sociais

Henrique Meirelles confirmou que os programas sociais serão mantidos, mas não descartou cortes.   "Não quero dizer que se possa manter mau uso, seja de programa social ou de qualquer programa governamental. Não há dúvida que a manutenção do programa social pressupõe uma avaliação rigorosa do uso desses recursos, em qualquer circunstância. Isso é óbvio", ressaltou.

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