sexta, 28 de julho de 2017
Economia
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Greve no INSS prejudica serviços em João Pessoa

Edson Verber / 15 de julho de 2015
Foto: Assuero Lima
Dezenas de pessoas que procuraram os postos do INSS em João Pessoa, ontem, voltaram para suas casas sem ter as necessidades atendidas, principalmente, nos casos em que procuravam dar entrada em processos de aposentadorias e auxílio doença.

Somente nos casos de perícia estavam sendo atendidas. Nos demais casos as pessoas eram orientadas a voltar no final da greve para fazer a remarcação do atendimento. Greve continua, pois entidades dos trabalhadores e governo não chegaram a consenso sobre reivindicações.

Entre as pessoas que não puderam marcar a entrada do processo de aposentadoria por invalidez estava Francisca Canindé de Souza, que veio de Espírito Santo, na Várzea do Rio Paraíba, e teve de retornar pra casa sem nada resolver. “Eu vim aqui dar entrada em um benefício para minha filha que é especial, mas fui informada que só tá atendendo para a perícia médica e que tenho de voltar depois para remarcar. É triste, pois a gente sai de casa numa distância grande, com sacrifício e nada resolve”.

Outro que reclamava muito era Lael Cabral, residente no Conjunto Valentina de Figueiredo, em João Pessoa. “Eu cheguei de 8h porque marquei para ser atendido na perícia. Entrei, a médica viu meus papéis e disse que faltava a empresa colocar o último dia em que trabalhei. Eu saí e procurei a funcionária, que disse que não era necessária data que ela mesma botava. Só que já é mais de 10h e eu ainda tô aqui no sol esperando. Tô precisando muito desse dinheiro e espero resolver ainda hoje”, disse.

Grevista diz que cumpre lei

O representante do Comando da Greve, no Posto do INSS APS Centro, ao lado da Lagoa, na Avenida Getúlio Vargas, Odimar Pereira de Araújo, disse que “estamos cumprindo a lei, desde o primeiro dia da greve (segunda-feira) pois a perícia está atendendo com 30% dos médicos. Se for para dar entrada em processos de aposentadorias e outros benefícios, as pessoas estão sendo orientadas a voltar no final da greve para fazer a remarcação do atendimento, trazendo o papel da marcação anterior”.

Sobre os entendimentos para um possível final da greve, o diretor de Administração do Sindsprev e membro do comando de greve, Elzevir Cavalcanti, disse que a CNTSS (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social) está mantendo conversações com o Ministério da Previdência, “mas até agora não há nenhuma definição, mesmo porque o atendimento das reivindicações, como reajuste salarial de 27% e incorporação das gratificações, passa, obrigatoriamente, pelo Ministério do Planejamento. Então, temos de aguardar e a greve continua”.

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