quarta, 20 de junho de 2018
Economia
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Governo federal pede que Cade investigue cartel da gasolina

Redação / 09 de fevereiro de 2018
O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, pediu formalmente, ontem, ao presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Alexandre Barreto de Souza, que inicie uma investigação sobre o preço de combustíveis para apurar se há cartelização no setor. Os dois se reuniram no Palácio do Planalto. O encontro não estava previsto na agenda oficial do ministro.

Pelo Twitter, Moreira afirmou que fez a solicitação ao Cade para que o direito dos consumidores de optar pelo menor preço de combustível seja preservado. Segundo o ministro, o tabelamento acabou.

A assessoria de Moreira informou que o governo fez uma “consulta” ao Cade e que está sendo avaliado o melhor “instrumento jurídico” para que ocorra a apuração de em eventual cartel relacionado aos combustíveis. O governo poderia entrar com uma representação no Cade ou o próprio órgão abrir uma investigação.

Moreira Franco foi questionado pela imprensa sobre o pedido feito ao Cade. O ministro afirmou que a nova política de preços da Petrobras veio “para ficar” e que o consumidor “tem direito” a ter o preço mais baixo pelo combustível.

“Essa nova política veio para ficar, porque ela beneficia as pessoas, os consumidores, que é a disputa, a concorrência entre os fornecedores é que fixa preço, e o consumidor tem direito a ter o preço mais baixo”, disse. “Isso só se dá quanto existe concorrência, quando não há cartel”, completou.

Gasolina terá redução de 3%

Petrobras anunciou, ontem, que reduzirá os preços da gasolina em 3% nas refinarias a partir de hoje. Esse é o maior corte de preços desde 17 de novembro do ano passado, de acordo com comunicado em seu site.

No caso do diesel, a Petrobras reduzirá os preços nas refinarias em 2,6% a partir de sexta-feira, maior redução desde 2 de dezembro.

O preço médio da gasolina alcançou R$ 4,221 por litro no Brasil na semana passada, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Os números da ANP mostram que o valor cobrado pelo combustível sobe há 14 semanas seguidas nos postos.

O reajuste faz parte da nova sistemática de formação de preços da companhia, em vigor desde julho do ano passado e que procura seguir as oscilações no mercado internacional, entre outros parâmetros.

Na quarta-feira, os preços do petróleo recuaram em razão de estoques e produção elevados nos Estados Unidos.

A redução acentuada dos preços ocorre em meio a declarações de autoridades de que distribuidoras e revendedores não estão repassando cortes recentes feitos pela Petrobras nas refinarias.

Preço diário. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou ontem que a estatal vai divulgar diariamente o preço do litro da gasolina e do diesel vendidos pela companhia nas refinarias. Atualmente, a companhia divulga apenas a variação percentual do preço de um dia para o outro.

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