segunda, 16 de julho de 2018
Economia
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Franqueados da PagFácil denunciam quebra de contrato e encerramento de atendimento

Luís Eduardo Andrade e Fábio Cardoso / 01 de fevereiro de 2018
Foto: Luís Eduardo Andrade
Um grupo de 24 franqueados de agências do PagFácil procurou a Central de Flagrantes da Polícia Civil, nessa quarta-feira (31), para denunciar que os serviços de suas agências teriam sido suspensos integralmente e sem aviso prévio. A denúncia foi registrada pela Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF).

Na última segunda-feira (29), a rede PagFácil havia divulgado uma nota informando que alguns serviços vinculados ao Banco do Brasil de 24 agências de seis cidades na Paraíba - João Pessoa, Queimadas, Santa Rita, Campina Grande, Bayeux e Boqueirão - seriam suspensos.

Porém, de acordo com franqueados, após auditoria de rotina, todos os serviços disponibilizados foram suspensos sem qualquer comunicado, causando quebra de contrato pela empresa.

“Disseram que teria uma auditoria normal, pra todo mundo. Chegaram, recolheram todo o dinheiro do caixa e do cofre. Disseram que o sistema iria voltar normalmente, porque, para realizar esse processo, é necessário bloquear o sistema. Mas não voltou. Ligamos para saber e não nos deram nenhuma informação”, disse o empresário Erick Araújo. O empresário ainda confirmou que a PagFácil sugeriu uma quebra de contrato no valor de R$ 6 mil.

Em nota, a rede informou que “decidiu encerrar a operação como parte de um processo de reestruturação de sua rede de atendimento, obedecendo critérios de viabilidade operacional e comercial dos pontos”.

Inquérito

A delegada adjunta da Especializada em Defraudações e Falsificaçõess, Vanderléia Gadi, informou que, por enquanto, não abrirá inquérito para investigar as denúncias dos empresários sobre as medidas da Rede PagFácil, de quebra de contrato e conseqüente fechamento de 24 unidades na Paraíba. Foi marcada uma reunião para amanhã, às 10h, na delegacia com quatro empresários e o setor jurídico da franquia no Estado para que a delegada tome conhecimento dos fatos.

Vanderléia Gadi disse que conversou por telefone com o advogado da Rede, Bruno Colaço, que se comprometeu a explicar as razões para o descredenciamento dos franqueados. Segundo a delegada, ela precisa tomar conhecimento para adotar a linha de investigação, pois, a priori, se percebe apenas uma quebra de contrato o que, segundo Gadi, deve resultar em uma ação na Justiça Cívil. Se for caracterizado roubou de dinheiro e documentos, o processo deverá ser criminal.

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