sábado, 17 de fevereiro de 2018
Economia
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Fetag convoca deputados para debater reformas previdenciária e trabalhista

Adriana Galvão com assessoria / 13 de setembro de 2016
Foto: Nalva Figueiredo
Depois da cassação do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) o próximo assunto a movimentar o Congresso Nacional serão as reformas previdenciária e trabalhista. Em João Pessoa, a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores (Fetag) está convocando os deputados federais e senadores da bancada da Paraíba para debater o tema num encontro marcado para a próxima sexta-feira (16), no auditório da entidade.

O presidente da Fetag, Liberalino Lucena, disse que é preciso saber qual o posicionamento dos parlamentares paraibanos e promete apresentar estudo que mostra que não existe déficit na Previdência Social. O evento programado para as 9 horas e contará com a presença de lideranças sindicais e agricultores e Liberalino calcula que cerca de mil pessoas estarão no auditório.

O estudo que será apresentado, segundo ele, foi realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) com o título “Previdência Social Rural: Potencialidades e Desafios” e é embasado em dados de pesquisas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal (Anfip), pela própria Receita Federal, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de estudos acadêmicos e diversas outras fontes de pesquisa, que trouxeram questões técnicas e números atualizados sobre a Seguridade Social do Brasil.

Liberalino adiantou que o Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) é radicalmente contra qualquer reforma que represente a perda de direitos, arduamente conquistados. “Essa proposta onde homens e mulheres se aposentam apenas aos 65 anos de idade é um absurdo, e fere em cheio os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, que começam a trabalhar muito cedo e hoje se aposentam aos 55 anos as mulheres e os homens aos 60 anos.

“Não aceitamos o discurso que apregoa uma crise econômica, pois esta famigerada crise só tem afetado aos trabalhadores, enquanto a classe política está envolvida em uma crise ética e moral sem precedentes em nosso país”, disse ele. Liberalino destacou, ainda, que os trabalhadores rurais têm representatividade e que não aceitarão calados a usurpação dos seus direitos. “Estaremos nas ruas, sempre que for necessário”, falou.

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