domingo, 22 de abril de 2018
Emprego
Compartilhar:

Em uma década, mulheres perdem espaço no mercado de trabalho na Paraíba

Celina Modesto / 21 de Fevereiro de 2018
Foto: ARQUIVO
Em dez anos, a participação feminina no mercado de trabalho paraibano teve uma pequena queda, passando de 43,88% em 2007, quando o estoque de empregos formais contava com 208.656 mulheres, para 43,50% em 2016, quando havia 276.080 mulheres trabalhando com carteira assinada no estado. Por outro lado, a remuneração média das mulheres cresceu no mesmo período, passando de 93,52% em relação à remuneração dos homens, para 95%.

Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, divulgados no início da semana e que correspondem ao apanhado de 2016. No total, na Paraíba, foram registrados 634,6 mil vínculos empregatícios formais em 2016, uma queda de 4,86% em comparação a 2015, quando havia 667.030 empregos formais no estado.

A construção civil foi o que teve a maior queda na variação de empregos formais, passando de 36.506 vínculos em 2015 para 28.589 em 2016, uma perda de 21,69%. Apenas a agropecuária registrou acréscimo no estoque de empregos formais no período, ainda que ínfimo. Foram 41 vagas criadas entre 2015 e 2016 no setor, um aumento de 0,31%.

As mulheres são maioria entre os trabalhadores com ensino superior completo na Paraíba, representando 58,20% dos vínculos empregatícios formais em 2016. No entanto, em relação há dez anos, a quantidade de mulheres com ensino superior completo teve leve queda. Em 2007, as mulheres correspondiam a 59,40% dos trabalhadores com ensino superior completo.

Embora a remuneração dos homens permaneça superior a das mulheres em quase todas as unidades da federação - com exceção do Distrito Federal -, houve redução na disparidade salarial entre homens e mulheres na Paraíba nos últimos dez anos. De acordo com os dados, em 2007 a mulher recebia em média R$ 852,06 (ou 93,5% da remuneração masculina), enquanto em 2016 a média subiu para R$ 2.080,60 (ou 95% do total recebido pelos homens).

44% de participação no país

No país, a participação das mulheres no mercado formal de trabalho passou de 40,85% em 2007 para 44% em 2016. No mesmo período, as trabalhadoras reduziram de 17% para 15% a diferença salarial em relação aos homens. Dos 46,1 milhões de empregos formais registrados na Rais em 2016, os homens somavam 25,8 milhões de vínculos empregatícios (56% do estoque de empregos no ano), e as mulheres, 20,3 milhões (44%). Dez anos antes, em 2007, os homens respondiam por 59,15%, e as mulheres, por 40,85% dos 37,6 milhões de postos de trabalho.

Apesar de ainda significativa, a diferença salarial também diminuiu nos dez anos analisados. Em 2007, o rendimento dos homens era R$ 1.458,51 e das mulheres R$ 1.207,36, uma diferença de 17%. Em 2016, a diferença de remuneração média entre homens e mulheres era de 15%. A média salarial masculina era de R$ 3.063,33 e a feminina, R$ 2.585,44.

Para o ministro do Trabalho interino, Helton Yomura, os dados mostram uma tendência na redução das desigualdades no mercado de trabalho. “Apesar de ainda existir diferença na participação e na remuneração entre homens e mulheres, as mulheres vêm conquistando um espaço cada vez maior na economia formal do país”, afirmou.

Relacionadas