quarta, 26 de setembro de 2018
Economia
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Economista aposta na retomada do crescimento com impeachment de Dilma

Mislene Santos / 18 de abril de 2016
Com a aprovação processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), neste domingo (17), por 367 votos a favor e 137 contra na Câmara dos Deputados, as expectativas econômicas são de que a retomada do crescimento econômico se inicie, porém ainda de forma tímida, já no final deste ano. Pelo menos é o que prevê o economista e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Aléssio Tony Cavalcanti de Almeida.

Segundo ele, a queda do governo indica que a política econômica se voltará para o mercado, como tem demonstrado o vice-presidente Michel Temer, que deverá suceder a presidente Dilma Rousseff. “Isso dará um ambiente mais favorável para investimentos, a geração de emprego e renda. Na ótica do mercado, a aprovação do impeachment restabeleceu a confiança do setor no governo”, afirmou o economista.

Aléssio Tony Cavalcanti disse que o mercado espera uma política econômica sólida voltada para o setor. “O governo perdeu a credibilidade, pois prometeu o controle da inflação e a retomada do crescimento e não cumpriu. Determinou ações de metas fiscais para aumentar o superávit e o que houve foi o inverso”, justificou o economista.

Na ótica política

Já na ótica política, o mito de que a democracia no Brasil estava consolidada foi quebrado’. A avaliação é o cientista político e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Ítalo Fittipaldi.

Segundo ele, a forma como o processo de Impeachment foi instalado e por quem foi conduzido – Eduardo Cunha (PMDB) – colocou em xeque não só o mandato da presidente Dilma Rousseff, mas também a consolidação da democracia. “Temos regras estabelecidas pela Constituição a serem seguidas e que não foram respeitadas. Se não respeitamos estas regras, quais regras vamos respeitar?”, questionou o estudioso.

Para Ítalo Fittipaldi, o processo de impeachment foi um desejo político de quem não concordava com as práticas do governo. “Aí vão dizer que é um processo jurídico e político. Claro, mas não é porque um governo é impopular que se deve derrubá-lo. Não existe voto de desconfiança. Temos eleição de quatro em quatro anos e se isso não for respeitado, daqui a pouco vai ter impeachment porque alguém não gostou da roupa que o presidente usa e isso é um verdadeiro absurdo”, afirmou o cientista político.

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