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Dólar sobe e deixará produtos mais caros também na Paraíba

Celina Modesto / 01 de setembro de 2015
Foto: Arquivo
Nessa segunda-feira (31), a cotação do dólar comercial fechou em R$ 3,627, tendo atingido o patamar dos R$ 3,68 durante o dia - o maior desde 2002.

Para o consumidor, a notícia não é animadora: o preço de itens importados, a exemplo de trigo, kiwi, maçã, entre outros, vai subir. Ou seja, o pão de cada dia pode ficar mais caro por causa disso, assim como o vinho importado. A recomendação é atentar aos preços e comprar o que for estritamente necessário, cortando os supérfluos.

A economista Zélia Almeida explicou que a “escalada” do dólar é um sinal de incerteza no mercado. “A possível volta da CPMF imediatamente gerou dúvida no mercado mundial, fazendo o dólar subir ainda mais. Isso acontece porque a moeda começou a ser demandada e os investidores só investem em mercados confiáveis”, afirmou. Dessa forma, ela assegura que, até o final do ano, o dólar comercial vai alcançar os R$ 4 na venda.

“Se tem escassez interna de produtos, o dólar nesse valor não ajuda. Isso representa a busca por uma moeda forte e fico preocupada com o país por causa disso. Não só o dólar está caro, mas o euro também. O pão vai encarecer porque não temos agricultura de trigo suficiente. As fibras, produtos sintéticos de alta complexidade, vinhos e uísques também ficarão mais caros ainda”, alertou Zélia Almeida.

Portanto, a economista recomenda bastante cautela com os gastos nesse período de incertezas. “Deve-se preservar os rendimentos ao máximo. Evitem comprar em excesso porque não sabemos se vai piorar ou melhorar. Ninguém pode afirmar se a situação vai melhorar até o final do ano. Vejam o que podem cortar das despesas também e façam planejamento. Nada de gastos supérfluos, controlem o consumo de água e energia e não comprem no exterior”, frisou.

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