domingo, 18 de fevereiro de 2018
Economia
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Desemprego aos 50 anos e as poucas chances de recolocação no mercado

Ellyka Akemy / 21 de Maio de 2016
O debate em relação à reforma da Previdência Social está apenas no início, mas o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que é favorável ao estabelecimento de idade mínima para a aposentadoria no Brasil. Os especialistas em Recursos Humanos e advogados trabalhistas garantem que ainda é muito cedo para avaliar os pontos que realmente serão mudados e o que, de fato, vai beneficiar ou prejudicar o trabalhador.

Para o gerente executivo do Trabalho, Emprego e Renda da Paraíba, Antônio Upiraktan Santos, a fixação de idade mínima para a aposentadoria precisa ser amplamente discutida, pois a medida pode dificultar ainda mais a recolocação de pessoas com mais de 50 anos de idade ao mercado de trabalho.

“Por lei, o empregador não pode estabelecer critérios de admissão por idade, mas, infelizmente, a gente sabe que é comum essa prática. Entendemos que essa questão vai trazer ao mercado um público que é pouco requisitado, ou seja, mais gente com dificuldade de conseguir um emprego”, comentou.

Segundo Antônio Upiraktan, em geral, o setor de comércio e as empresas de Call Center apresentam uma abertura maior para a contratação independente da idade e tendem a contratar pessoas acima dos 50 anos de idade.

A consultora de Seleção do Grupo MRH, Anna Carolina Nunes, afirmou que a dificuldade de recolocação desses profissionais é muito relativa e depende do perfil da empresa.

Ministério tem curso

Segundo informações da assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho e Previdência Social, o Governo Federal não oferece nenhum tipo de curso de recolocação profissional específico para esse grupo. Mas desde 2012, todos os trabalhadores, independente da idade, são obrigados por lei a se matricular em curso de qualificação oferecido pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), para terem acesso ao seguro-desemprego.

De acordo com a Lei 12.513/2011, caso o trabalhador se recuse a fazer o curso de qualificação profissional ou não mantenha a frequência adequada, terá o seguro-desemprego cancelado. Os cursos são oferecidos gratuitamente aos trabalhadores dispensados sem justa causa, requerentes do benefício. Em cada unidade da Superintendência Regional do Trabalho são disponibilizadas cartilhas indicativas de qual curso o trabalhador deve se matricular, de acordo com sua área de atuação.

Como voltar ao mercado

▶ Faça cursos de capacitação;

▶ Mantenha sempre o networking (rede de contatos) atualizado. Isso pode ser feito, por exemplo, pelas redes sociais. O Linkedin é um deles. Lá o profissional pode verificar a disponibilidade de vagas no mercado e estabelecer contatos com outros profissionais;

▶ Mantenha o currículo sempre atualizado;

▶ Participe de eventos, palestras, workshops dentro e fora de seu segmento de atuação, justamente para estabelecer contato com outros profissionais;

▶ Faça um MBA ou Pós-graduação na área;

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