segunda, 19 de fevereiro de 2018
Economia
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Crise não abala mercado da beleza e mulheres não deixarão de comprar

Ellyka Akemy / 28 de junho de 2016
Foto: Divulgação
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) dos produtos de saúde e cuidados pessoais, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumula alta de 11,82% nos últimos 12 meses. Mesmo assim, a maioria das mulheres afirma que não pretende deixar de comprar itens de beleza, como maquiagem e cremes antirrugas. Foi o que revelou a pesquisa realizada pela GlamBox, empresa que promove testes de produtos de beleza diversificados.

De acordo com o levantamento, 57% das entrevistadas não abrem mão de maquiagem e 56% não deixam de comprar produtos para limpeza facial, como antirrugas e vitamina C. A porcentagem é ainda maior quando o assunto é higiene pessoal. Oito em cada dez mulheres afirmaram que não vão conter gastos com shampoo e condicionador. Metade delas não pretende deixar os perfumes fora da lista de itens essenciais.

Em segundo plano, aparecem os produtos específicos para cuidados dos pés (46%); artigos para cuidados específicos como celulite, estrias e gordura localizada (45%) e produtos para as mãos (42%). Ainda assim as porcentagens são consideradas altas, tendo em vista o cenário econômico negativo. “A mulher brasileira é muito vaidosa, e, pela pesquisa, observamos que a crise não representa um empecilho para manter os cuidados diários com a pele e o cabelo”, comentou a diretora comercial da Glambox, Flora Singer.

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Prioridade muda com a idade e renda. Enquanto as mulheres com menos de 32 anos dão prioridade a produtos para limpeza facial, as entrevistadas com faixa etária acima dos 32 preferem cuidar das manchas, rugas e imperfeições do rosto. Quem ganha mais de R$ 10 mil, gasta mais com mercadorias para o cabelo e o corpo, como itens de hidratação, cauterização, reconstrução e selagem para os fios.

Canal de venda. A loja física ainda é a forma mais usada pelas mulheres para adquirir produtos de beleza e higiene pessoal, mas a internet cresce continuamente. Seis em cada dez mulheres afirmaram que variam as compras entre loja física e internet.

Influenciadores. Para 59% das entrevistas, ouvir a opinião de uma dermatologista é o meio mais confiável de comprar produtos de beleza. Neste caso, a importância cresce à medida que a idade e a renda aumentam. Em seguida, as principais influenciadoras são as amigas. Quando o quesito é canais de informação, os blogs são os meios mais procurados entre as entrevistadas com idade até 25 anos e com renda menor de R$ 5 mil. Apenas 2% das mulheres afirmaram confiar em programas de beleza de televisão. A pesquisa ouviu 4.321 entrevistadas.

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