domingo, 09 de dezembro de 2018
Economia
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Consumidor faz compras comunitárias para economizar

Érico Fabres / 05 de maio de 2016
Foto: Rafael Passos
“Um dia do mês, em que todas estão de folga ou férias, como no caso de hoje, escolhemos para vir fazer a feira do mês. Compramos tudo no atacado e depois dividimos as partes de cada uma, já que moramos em locais diferentes. Economizamos por volta de R$ 300 assim”.

Essa é a nova realidade brasileira que a crise econômica estimulou em muitas famílias como a da balconista Mosélia Ferreira Duarte, 24 anos, que foi às compras com a irmã Stephane Ferreira, 23, e a amiga Cíntia Galdino, 33. Juntas, fizeram o estoque do mês para sustentar 12 pessoas.

De acordo com o Ranking Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores - ABAD/Nielsen 2016 (ano base 2015) foi registrado no modelo atacado de auto-serviço (atacarejo), uma alta nominal de 12% entre 2014 e 2015 e abertura de quase 50 novas lojas no país. Na Paraíba, segundo o Assaí Atacadista, alta já chega a 36% em 2016.

Num momento de retração da renda, em que consumidores passaram a buscar alternativas mais econômicas em seus padrões de consumo, o Assaí Atacadista fechou 2015 com crescimento de 25,5% em relação ao que foi registrado em 2014.

A empresa vem apresentando crescimento constante de dois dígitos nos últimos trimestres e acumula, nos últimos quatro anos, aumento de 200% em vendas brutas. Esse avanço, motivado pela maior preocupação dos consumidores com relação aos preços.

Estoque pode durar um mês

De acordo com Mosélia Ferreira, no atacado poucos produtos possuem um preço mais elevado que nos supermercados comuns, o que justifica a ida direto no atacado e não deixar para comprar os produtos com maior preço depois, pois somente o deslocamento já tornaria os valores equivalentes.

Apesar de realizarem feira para 12 pessoas, o trio de “sócias de compras” diz que somente uma ida é necessária para fazer o estoque do mês, que nunca falta nada e que, se preciso “uma de nós vai no colo dentro do carro para não deixar faltar nada e nem precisar retornar”, conta aos risos Cíntia. As duas foram estimuladas por Stephane, que já é mais antiga no hábito, quando ia com a sogra e agora virou rotina. O que varia apenas é o dia do início do mês, quando entram os salários e quando as folgas conciliam.

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