quarta, 20 de setembro de 2017
Economia
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CNI reúne confederados para discutir crises econômica e política no país

Celina Modesto / 13 de agosto de 2015
Foto: Arquivo
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reuniu seus confederados durante esta semana na sede da entidade, em São Paulo, para discutir as crises econômica e política no país. Nessa quarta-feira (12), a CNI finalizou uma carta intitulada "O Brasil que todos queremos" e que convoca toda a sociedade brasileira a um diálogo claro para tentar superar a crise instalada. Para os industriais brasileiros, somente a união e o diálogo podem evitar que a situação atual se agrave.

O empresário Roberto Cavalcanti, que integra o conselho da CNI, avaliou a importância da carta divulgada. "O empresariado brasileiro, como um todo, está preocupado, mas a classe industrial tem o sentimento ainda mais forte porque vem sofrendo nos últimos anos. Na carta, procuramos trazer de forma sintética, o que pensamos, que é difícil de condensar em tão pouco espaço", frisou.

Dessa forma, ele afirmou que há uma preocupação geral com o agravamento progressivo da situação política e econômica brasileira. "Hoje a crise é mais política do que econômica. Há uma desarrumação brasileira na política e acaba agravando ainda mais a crise na economia, especialmente quando se vive um clima de dificuldade no mundo. Tivemos o rebaixamento da nota do país e a população está com medo de perder o emprego. Isso mexe com toda a confiança. É um ciclo vicioso", destacou Roberto Cavalcanti.

Momento é grave e complexo

O Brasil vive um momento grave e complexo. É preciso evitar que a crise se aprofunde e torne ainda mais difícil a superação dos problemas. Há um problema de confiança que mina as decisões dos indivíduos e empresas e aprofunda a recessão. O impasse político imobiliza o País, paralisa decisões, eleva custos e gera incertezas sobre o futuro. O País está sendo derrotado pelo pessimismo.

A responsabilidade de reverter esse quadro e gerar uma agenda é de todos. É papel do sistema político construir soluções e atuar de forma a que os impasses sejam superados. O Brasil já enfrentou outros momentos difíceis e graves e soube enfrentá-los.

Este ambiente penaliza trabalhadores, empresas e consumidores. A indústria tem a sua capacidade de produzir, investir e gerar emprego e renda comprometidas.

O momento é de chamar a todos a responsabilidade. É preciso que todas as forças políticas adotem ações efetivas para o Brasil voltar a crescer. É preciso que o Congresso e o Executivo convirjam e se mobilizem para viabilizar uma agenda para o fortalecimento da economia. Temos que prosseguir com o reequilíbrio fiscal e as reformas estruturais. É preciso que o Judiciário siga cumprindo seu trabalho constitucional com firmeza e independência e que não perca de vista a preservação das empresas, responsáveis pela geração de emprego e renda.

Não podemos assistir passivos à deterioração do País. O atual ambiente precisa ser transformado.

A indústria brasileira propõe um diálogo com os Poderes da República e a sociedade para buscar soluções e construir uma agenda em favor da modernização institucional, política e econômica do país.

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