quarta, 26 de setembro de 2018
Economia
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CNI acredita que Temer terá oportunidade de abrir o caminho para modernização

Ellyka Akemy / 13 de maio de 2016
Foto: Assuero Lima
Com o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou um comunicado, ontem, dizendo que o aumento da participação privada, já sinalizada por integrantes da equipe de Michel Temer, abrirá caminho para a modernização da infraestrutura brasileira.

A reportagem do Correio da Paraíba ouviu representantes de setores da economia estadual, para saber como eles avaliam a decisão do Senado Federal em aprovar a admissibilidade do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Com a decisão, a governante está afastada desde ontem, e o vice-presidente, Michel Temer, assume, pelos próximos seis meses, o cargo máximo da Presidência da República, até o julgamento final do processo pelo Senado.

O presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado da Paraíba (Fecomércio-PB), Marconi Medeiros, afirmou que o momento é de grande expectativa. “Nossa esperança é de que o novo governo consiga resolver as reformas que estão em pauta há muito tempo. Sabemos que a situação fiscal do governo federal é dramática. Então, será um avanço significativo se ele conseguir implementar as reformas tributária, previdenciária e política”, destacou.

Para Medeiros, o mais importante nesse momento é o novo governo aumentar o nível de confiança, para que os setores da economia brasileira voltem crescer. “Quando isso acontecer, voltaremos a gerar emprego e renda”, destacou. O presidente do Centro das Indústrias do Estado da Paraíba (Ciep), João da Mata de Sousa, afirmou que os industriais estão ansiosos para a regularização da situação político-econômica do País.

“Na realidade, o que se espera do novo governo são novas perceptivas de desenvolvimento econômico. Vamos ver como ele vai agir diante de tantos problemas. Esperamos que ele tenha atenção, sobretudo, com o desenvolvimento do País”, comentou.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Paraíba (Sinduscon), João Batista Sales Porto, essa mudança traz um novo fôlego ao mercado imobiliário. “O setor enfrenta hoje duas grandes dificuldades, em virtude da recessão econômica: o falta de confiança das pessoas em investir em imóveis e a retração dos financiamentos voltados ao mercado imobiliário. Então, nossa expectativa é de que isso se reverta com o novo governo”, afirmou Porto.

 

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