segunda, 18 de junho de 2018
Economia
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Cesta básica consome mais de 42% do salário mínimo das famílias da Paraíba

Redação com assessoria / 05 de julho de 2016
Foto: Divulgação
Quem vive com uma renda familiar de apenas um salário mínimo tem passado dias difíceis. E, na Paraíba, são mais de 300 mil famílias nessa situação. Para essas pessoas a pesquisa do Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual (Ideme) veio apenas confirmar o que já tem sido vivido na pele há dias. O valor da cesta básica subiu e já consome 42,07% do salário, que é de apenas R$ 880,00. O acréscimo foi de 2,55% no mês de junho e o acumulado do ano foi de 17,16%.

E também não é novidade para ninguém que o feijão foi o maior vilão desse aumento, com 98,23% de reajuste só nesse primeiro semestre.De acordo com a pesquisa, do Ideme, a variação do preço do grão é superior ao percentual registrado durante todo o ano de 2015 (81,53%), quando o produto alcançou o preço médio de R$ 4, 72 no mês de janeiro e chegou a R$ 5,11 em dezembro. Já em 2016, o feijão praticamente dobrou de preço, passando de R$ 6,11 (janeiro) para R$ 10,13 (junho).

Com isso, um trabalhador que nesse período ganhou um salário base precisou trabalhar o equivalente a 92h e 33min para adquirir sua alimentação individual. Já uma família composta por quatro pessoas foi necessário dispor de R$ 1.480,84 para adquirir a alimentação básica.

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A ração essencial mínima, mais conhecida como cesta básica, calculada pelo Ideme é definida pelo Decreto-Lei nº. 399, de 30.04.1938, que estabelece treze produtos alimentares básicos (arroz, feijão, carnes, farinha de mandioca, café, pão, leite, açúcar, margarina, óleo de soja, legumes, frutas e raízes) e suas respectivas quantidades. Essas e outras informações estão disponíveis no site do Instituto: www.ideme.pb.gov.br

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