segunda, 19 de fevereiro de 2018
Economia
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Cenário econômico impede crescimento de número de voos na Paraíba

Ellyka Akemy / 20 de junho de 2016
Foto: Divulgação
A Azul Linhas Aéreas Brasileiras realizou, entre os dias 16 e 17 deste mês, em Campinas (SP), o 1º Workshop para Jornalistas Brasileiros, para apresentar os principais temas que envolvem o setor aéreo. O presidente da companhia, Antonoaldo Neves, afirmou que a recessão econômica continua afetando de forma dura a aviação brasileira e anunciou, durante o evento, as principais mudanças no planejamento da empresa para atravessar esse período. E esse cenário econômico não traz boas perspectivas de voos para a Paraíba.

Não há previsão de novos voos da Azul para a Paraíba este ano. O governador Ricardo Coutinho reafirmou, no início deste ano, que está disposto a negociar com as companhias aéreas a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sob o combustível da aviação, caso elas aumentem o número de voos para o mercado paraibano.

O diretor de Planejamento e Alianças da Azul, Marcelo Bento, explicou que, em virtude do cenário econômico, a companhia não tem condições, neste momento, de assumir as contrapartidas exigidas pelo Governo do Estado para aumentar as operações na Paraíba. No entanto, segundo Bento, há previsão de que uma das aeronaves A-320 opere para o Aeroporto Internacional Castro Pinto, aumentando, assim, o número de assentos disponibilizados com destino a João Pessoa.

Atualmente, a empresa está com quatro operações no Estado: João Pessoa – Recife; João Pessoa – Campinas; João Pessoa – Belo Horizonte; e Campina Grande – Recife. Este mês, o voo entre João Pessoa com destino a Fortaleza foi cancelado para um ajuste de malha da companhia e, até agora, não há previsão de restabelecimento.

AVALIAÇÃO DOS AEROPORTOS PARAIBANOS

O diretor de Planejamento e Alianças da Azul, Marcelo Bento, fez uma avaliação da infraestrutura dos aeroportos Internacional Castro Pinto, na Região Metropolitana de João Pessoa, e Presidente João Suassuna, em Campina Grande. Segundo Bento, o Castro Pinto é um bom aeroporto e não há nenhuma restrição de capacidade. Já o João Suassuna apresenta dois problemas.

“O primeiro diz respeito à localização: o aeroporto fica próximo a um barranco. Então, isso impõe algumas limitações físicas e impossibilita a operação de aeronaves maiores. Outro problema está relacionado à condição climática da cidade em alguns horários. Em certas horas, Campina Grande fica coberta por um nevoeiro, e isso dificulta a operação de pouso e decolagem”, explicou. “Mas não justificaria a aplicação de equipamentos de auxilio de navegação em virtude da pouca operacionalidade do aeroporto”, acrescentou Bento.

Mudanças no planejamento

A empresa anunciou algumas mudanças de planejamento para enfrentar o novo cenário econômico de crise. “A demanda de passageiros oscilou muito nos primeiros meses do ano. Não temos clareza se ela parou de cair e como vai se comportar daqui para frente. Mas não a dúvidas de que a procura continua fraca em comparação a anos anteriores”, revelou Neves. Para atrair e fidelizar os clientes, a Azul tem investindo em inovações tecnológicas que possam melhorar o atendimento junto ao passageiros.

Hoje 52,4% dos check-ins da Azul são realizados pelos próprios clientes. Com isso, a empresa tem aumentado o número de totens com esse serviço nos principais aeroportos em que opera, para estimular e otimizar a operação. A companhia está investindo também na automação do manejo das bagagens, com o objetivo de aperfeiçoar a localização destas nos porões dos aeroportos.

“A operação de bagagem é um grande desafio para as companhias aéreas, ou pelo menos era para a Azul, porque com esse novo sistema ficará muito mais fácil de saber onde está exatamente a mala de um passageiro”, explicou o vice-presidente de Operações e Serviços de Clientes da Azul, Sami Foguel. “Isso é importante porque na impossibilidade de um passageiro embarcar, nós conseguiremos localizar e retirar de formar a mala dele”, acrescentou.

A Azul está investindo ainda na centralização dos operadores responsáveis por resolver problemas causados por contingência (quando um aeroporto fica fechado em virtude de algum problema, seja ele operacional ou devido a causas climáticas). A ideia é que o passageiro tenha de forma mais rápida possível a solução em caso de cancelamento de voo. Além disso, até junho do ano que vem, a empresa estará operando com sete novas aeronaves A-320, que tem capacidade de transportar até 220 passageiros. O objetivo é aumentar a integração entre as cidades do Sudeste e do Nordeste.

 

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