sexta, 23 de fevereiro de 2018
Economia
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Boatos de cobrança no Facebook viralizam

Érico Fabres / 06 de julho de 2016
Foto: Divulgação
É gratuito e sempre será! Esse é o aviso que o Facebook já deixa em sua página de login, antes mesmo de o usuário acessar sua conta. Ainda assim, muitos estão copiando e colando em seus murais o seguinte texto: “O Facebook acaba de publicar o seu preço da adesão, taxa de R$5,99 para se tornar membro ouro e manter sua privacidade como está. Se você colocar isso no seu mural estará livre dessa cobrança. Caso contrário, amanhã suas publicações podem tornar-se públicas, mesmo aquelas mensagens que você excluiu ou fotos que não autorizou. Eu não autorizo”.

Quem lê o tal aviso sem data pode imaginar que se trata de algo recente. Porém, o site especializado em segurança online Naked Security, o texto em português parece ter se originado de uma versão do boato em inglês de outubro de 2012 que, por sua vez, foi baseado em outra lenda virtual de setembro de 2011. De acordo com o especialista em mídias digitais, Ricardo Oliveira, certos boatos são praticamente como uma piada criada por alguém e que se espalha organicamente, sem um intuito específico.

Anterior à internet

De acordo com Oliveira, os boatos são algo anterior à internet. “Fofocas e boatos não nasceram com a Internet. Ela só possui meios de potencializar coisas assim. É mais fácil enganar pessoas online, pelo distanciamento, o anonimato. Quem nunca viu isso alguma mentira sendo levados a sério na escola, antes do mundo digital? Eu particularmente não acredito que seja uma questão de não estar pronto, mas de um processo de adaptação, reeducação por causa da força dos meios digitais, da velocidade que eles avançam”, finaliza.

“Alguém criou essa piada do Facebook pago, colocou em forma de corrente e passou para pessoas que acreditam nisso, que se importam mais em compartilhar do que checar, é assim com várias outras informações falsas, como Whatsapp pago, direitos autorais de postagens, privacidade, até coisas mais sérias, como boatos sobre outras pessoas, celebridades, políticos. A lógica é: muita gente passa informações pra frente sem checar, por inúmeros fatores. Pode ser medo, desejo de compartilhar uma informação aparentemente relevante, ignorância”. Ricardo Oliveira, especialista em mídias digitais.

 

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