terça, 25 de setembro de 2018
Economia
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Agricultores familiares apostam na expansão dos negócios como saída da crise

Érico Fabres / 03 de julho de 2016
Foto: ASSUERO LIMA
Na prática, em tempos de recessão, os investimentos são estancados e até diminuídos em função de um menor poder de compra. Porém existem exemplos em João Pessoa que mostram que expandir o empreendimento pode dar resultados melhores. A família, na estrutura social, é considerada a base de tudo e pode-se dizer que isso vale também nos negócios. Através da agricultura familiar, paraibanos têm conseguido sustentar a família e ainda ter planos maiores.

O programa de microcrédito rural do Banco do Nordeste, o Agroamigo, ultrapassou a marca de R$ 3,5 bilhões em carteira ativa em toda a área de atuação da instituição financeira. Os financiamentos de até R$ 15 mil são pouco diante do gasto dos produtores rurais, mas funciona como uma semente que pode gerar bons frutos se bem investidos.

Processo precisa de menos água

qualidade e o tamanho da alface hidropônica, que dentro da estufa fica protegida de insetos e doenças, atraem os clientes que não se importam em pagar um pouco mais caro para ter um alimento de primeiro nível. Aleksandro conta que com o cultivo hidropônico utiliza bem menos água que no cultivo habitual, pois a terra suga a água que precisa ser reposta constantemente, o que reduz os gastos e permite um lucro maior.

“Cada tanque de uma bancada cabe 310 litros, sendo que 50 litros por dia têm que ser repostos, já que evapora em virtude do grande calor dentro da estufa, porém essa quantidade varia durante os 45 dias do cultivo inicial até estar preparado para a venda. No cultivo normal, por dia se gasta uns 500 litros”, conta ele, que explica que esse é o processo final de um período que dura entre seis e nove meses. As sementes utilizadas são provenientes da Holanda, Estados Unidos e Chile, mas principalmente do país europeu, que eles consideram de qualidade incomparável e de maior aceitação.

Aleksandro conta que começou a comercializar há pouco mais de dois meses, mas tudo foi bem estudado. A ideia surgiu depois de vários sonhos frustrados, desde a produção rural na sua terra, em Carrapateiras, até uma aventura na selva de pedra de São Paulo, de onde voltaram frustrados, mas sem desistir.

“Um amigo do Sertão nos contou que estava produzindo alface hidropônica, aí pensamos: se dá certo lá, onde a seca é constante, aqui em João Pessoa, onde a água abunda, não tem como dar errado

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