segunda, 25 de setembro de 2017
Economia
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1,5 milhão perde milhagens e deixa de voar de graça

Érico Fabres / 13 de julho de 2015
Foto: Assuero Lima
Dados recentes do SPC Brasil mostram que 77% da população brasileira possui cartão de crédito. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, esse percentual na Paraíba, entre a faixa etária de 18 a 69 anos, seria equivalente, a mais de 1,8 milhão de pessoas que poderiam ter acessos a programas de milhagens, o que garante viagens gratuitas no Brasil e para o exterior.

Apesar disso, apenas 2,4% da população da Paraíba tem cadastro no Smiles (95 mil pessoas), considerado o maior programa de milhagens entre as companhias, tendo concorrentes principais a Tam, com extenso número de parceiros (aéreas internacionais) e a Azul, ainda começando.

Se a Tam Fidelidade e a Tudo Azul (ambos não forneceram o número de clientes na Paraíba) possuíssem a mesma quantidade de cadastrados que a líder Gol (posição alcançada por ter agregado antigos clientes da Varig) no Estado, ainda assim, seriam 285 mil pessoas que poderiam trocar milhas por viagens, apenas 15,83% da fatia dos 1,8 milhões que têm possibilidade de trocar o crédito por pontos.

Apesar disso, nota-se um crescimento nos vínculos com os programas. Em um ano (junho 2014 x junho 2015) eram 87 mil cadastradas no Smiles, que aumentou para 95 mil, o que mostra um crescimento de aproximadamente 10% versus 8,5% da média da base no mesmo período no Brasil. O saldo atual dos clientes da Paraíba mostra um potencial de resgate de 418 milhões de milhas na empresa.

O Smiles já possuía este nome quando era um programa vinculado à Varig. Quando houve a fusão com a Gol, consolidou-se como o maior do Brasil. Junto com a Tam, são mais de 20 milhões de pessoas cadastradas, o que, com o acréscimo do Tudo Azul e o Amigo da Avianca, chega-se a um percentual próximo dos 15% dos 154,3 milhões de pessoas que possuem cartão de crédito no país.

A desinformação é o principal motivo do não cadastramento. Poucas pessoas sabem que, para ganhar milhas, é necessário apenas solicitar aos bancos na qual são clientes, para vincular a utilização do cartão a algum programa de milhagem (no caso a pessoa deve optar por viagens, créditos no celular ou ganhar pontos para trocas de brindes, como o Dotz), para então transformar os gastos em voos.

Em 2014, de acordo com o Banco Central, mais de 53 bilhões de milhas expiraram em 2014 por falta de uso.

Na época do Smiles da Varig, existia um padrão, 20 mil milhas eram necessárias para fazer uma viagem em qualquer destino nacional (ida/volta) e 40 mil internacional (ida/volta). Atualmente, a quantidade de milhas necessárias depende da demanda do voo, horário, valor da passagem, distância de um trecho a outro, entre outros fatores calculados por cada companhia.

Assim como acontece no dia a dia dos caçadores de promoção, quem possui milhagens busca também passagens baratas para fazerem as trocas ou alguma promoção dos programas, que rendem até mesmo na transferência de pontos para amigos ou familiares mediante pagamento de taxas ou mesmo na compra das milhas.

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