sábado, 17 de fevereiro de 2018
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Cabruêra junina: grupo se apresenta no ‘Elionai Gomes’ e no Parque do Povo

André Luiz Maia / 23 de junho de 2016
Foto: Divulgação
Ao agregar música nordestina, rock, eletrônico e world music ao seu trabalho, a banda Cabruêra torna-se um grupo versátil, capaz de tocar em festivais de rock, música alternativa e em festas de São João sem muita dificuldade. Hoje, eles se apresentam no II São João da Ladeira, evento junino organizado pelo Ateliê Multicultural Elioenai Gomes, com abertura da banda Fulô de Mussambê. No sábado, é a vez de subirem no palco principal do São João de Campina, ao lado de Amazan, Zé Calixto e Solteirões do Forró.

O show de hoje trará algumas surpresas no repertório. “Além das músicas dos cinco álbuns da Cabruêra, também preparamos um set junino com homenagens a grandes nomes da música nordestina, como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Marinês”, revela Arthur Pessoa, vocalista da Cabruêra. Ele, que também toca o violão esferográfico, uma improvisação com caneta esferográfica que soa quase como uma rabeca, está acompanhado dos músicos Edy Gonzaga (baixo e vocais), Leonardo Marinho (guitarra) e Pablo Ramires (bateria e vocais).

No ano passado, o grupo participou da primeira edição do evento idealizado pelo artista plástico e empreendedor cultural Elioenai Gomes. A idéia é fazer uma festa junina multicultural, que mescla elementos tradicionais das comemorações da época e expressões da cena musical paraibana. “Como no ano passado, faremos um show dentro desse clima de São João, incluindo até a improvisação de uma quadrilha animada”, adianta Arthur. O II Forró da Ladeira é uma edição especial de uma atração regular do Ateliê, o projeto Luz de Candeeiro.

Para os membros da Cabruêra, o São João tem um significado especial em sua trajetória. “Foi a partir das festas desse período que tivemos uma projeção nacional e, na sequência, internacional”, lembra o vocalista do grupo.

Uma das primeiras apresentações aconteceu justamente no São João de Campina Grande, em 1999. Lá, eles chamaram a atenção dos produtores do festival Abril Pro Rock, que aconteceria em Recife no ano seguinte. A partir daí, surgiram convites de produtores europeus e uma turnê além-mar.

Ao longo dos anos, participaram de festivais na Inglaterra, Dinamarca, Itália, República Tcheca, Alemanha, França, Holanda, Bélgica, Suíça e Portugal, e seu segundo álbum (veja quadro ao lado) foi lançado mundialmente em 2005 pela gravadora alemã Piranha Records.

Mas, além do trampolim para a própria carreira, o São João também dialoga com o próprio trabalho autoral da Cabruêra. “Nossa música tem uma ligação direta com o universo do domínio público e com o cancioneiro popular nordestino. Então o período junino sempre nos religa com as nossas primeiras referências estéticas e é sempre uma época de renovar o sotaque e celebrar a nossa origem”, avalia Arthur Pessoa.

Durante o segundo semestre deste ano, há uma série de planos em desenvolvimento. O primeiro deles é a 16ª turnê internacional do grupo, com eventos agendados entre os meses de julho e agosto na Europa e nos Estados Unidos.

“No final de julho, temos shows na Inglaterra, incluindo o festival Womad, produzido pelo Peter Gabriel. Em agosto, faremos shows em Nova York, incluindo uma apresentação no Central Park, parte do Summerfestival”, conta o vocalista. Ainda no segundo semestre, há a perspectiva da gravação do sexto álbum da banda, que sucede Nordeste Oculto (2012). O novo trabalho deverá ser lançado primeiramente na Inglaterra, através do selo Tumi Music, durante o primeiro semestre de 2017.

CABRUÊRA

Hoje, às 22h. No Ateliê Multicultural Elionai Gomes (Ladeira da Borborema, 101, Centro, João Pessoa.

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), também em http://www.sympla.com.br.

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