sábado, 18 de novembro de 2017
Música
Compartilhar:

Samuel Rosa fala do CD e DVD do show com Lô Borges

Kubitschek Pinheiro / 06 de abril de 2016
Foto: Arquivo
Eles se conhecem desde 1999, uma amizade que nasceu com a música: Samuel Rosa, vocalista do Skank, e Lô Borges, que vem do Clube da Esquina. os mineiros estão lançando o DVD (com vinte canções) e CD (com 14) do show que fizeram juntos, gravado em agosto de 2015, no Cine Theatro Brasil, em Belo Horizonte.

Mais do que uma afinidade musical, o clima de admiração foi percebido durante a entrevista com Samuel Rosa, pelo telefone para o CORREIO. Ele diz que tudo começou com seu pai, Wolber. “Vem dai a minha admiração. Meu pai gostava muito do som de Lô, comprava os discos e eu comecei a me interessar. Pena que meu pai não está mais aqui para ver esse nosso trabalho”.

Eles abrem o show com “Feira moderna” de Lô Borges, Beto Guedes e Fernando Brant e em seguida embarcam em “O trem azul", de Lô e Ronaldo Bastos e começa a euforia do público – uma multidão aplaudindo de pé a performance. E seguem entrelaçando o repertório de um e do outro: “Te ver” de Chico Amaral e Samuel Rosa, “Clube da Esquina nº 2”, de Milton Nascimento, Márcio Borges e Lô Borges, “Resposta” de Samuel Rosa e Nando Reis.

“Rapaz, o teatro estava iluminado, o lugar é muito bonito, uma construção da década de 1930. Lembro bem que ali tinha um mirante, que a gente conseguia ver o horizonte e hoje não dá mais, pelo volume de prédios", conta Samuel. "Esse registro tinha que ser lá: tanto eu quanto Lô temos uma história com esse lugar. Durante o show a gente sentia o clima do público, que acompanhava as canções com uma felicidade que contagiava”, disse.

“Balada do amor inabalável”, de Samuel Rosa e Fausto Fawcett, tem a cantora Fernanda Takai, do Pato Fu, em cena. “Foi demais a Fernanda cantando conosco, ela tem muito afinidade comigo e com Lô Borges. Eu canto no disco dela, ela canta no disco de Lô e Lô participa em quatro faixas do disco dela. É quatro mesmo, Lô?", pergunta ele ao parceiro, que estava ao lado do telefone.

O repertório segue com sucessos como “Sutilmente”, de Samuel Rosa e Nando Reis, e “Paisagem da janela", de Lô Borges e Fernando Brant. Em “Para Lennon e McCartney", de Lô Borges, Márcio Borges e Fernando Brant, o publico fica de pé para aplaudir Milton Nascimento que entra em cena e provoca a plateia, repetindo várias vezes: “`Porque vocês não sabem do lixo ocidental, não sabem, não sabem, não sabem...”.

“Nem sei dizer. Foi sublime Bituca ali conosco", conta Samuel. "Milton é uma referência, uma luminosidade. Tinha que ter ele cantando conosco, o cara do Clube da Esquina, grande amigo de Lô”. Tanto Lô Borges quanto Samuel Rosa são fãs dos Beatles e isso está nos extras do DVD: o documentário BH e a Música de Samuel e Lô é um registro com os dois pelas ruas do centro de Belo Horizonte, até chegarem ao Clube da Esquina

“Olha, aquele momento foi muito legal, a gente ali sentado na calçada do Clube da Esquina. Sim, gosto muito do som dos Beatles e Lô também. Eu diria até que existe essa influência da música deles com muitos artistas mundiais. Muitos álbuns bons e mais: eles são um gênero musical, é assim que os defino”, disse Rosa cujo ultimo CD do Skank, Sinara, foi mixado no estúdio Abbey Road, espaço eternizado pelos Beatles.

No ano passado Samuel passou uma temporada no Lajedo de Pai Mateus, na região do Cariri paraibano.Veio acompanhado do documentarista Oscar Rodrigues Alves (que dirige o show e assina a direção do filme Titãs – A Vida Até Parece uma Festa (2008, junto com Branco Mello) e o show Baile do Simonal, de 2009. “Foi muito bom, toquei em voz e violão as canções do Skank. Em breve esse material será divulgado”, fecha.

Leia Mais

Relacionadas