quinta, 19 de outubro de 2017
Música
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Mariana Aydar fala ao CORREIO sobre seu primeiro disco em quatro anos

Andre Luiz Maia / 02 de setembro de 2015
Foto: SIMONE ELIAS/ DIVULGAÇÃO
Alçar novos voos. Parece lugar-comum resumir o disco Pedaço duma Asa, o novo da paulistana Mariana Aydar, com essa expressão, mas o título dialoga com o momento da carreira da cantora e compositora, que lança o predecessor de Cavaleiro Selvagem Aqui Te Sigo quatro anos depois, através do selo independente Brisa (o nome de sua filha). O objetivo é claro: mais liberdade e explorar nuances ainda não trabalhadas.

E isso se evidencia na sonoridade. Se no disco anterior ela já arriscou pisar fora de sua zona de conforto, o samba, aqui ela retorna para o gênero, mas de uma maneira nova. Pedaço de uma Asa chega a ser sombrio e, embora minimalista, carrega algo de pesado. “Essa sonoridade, na verdade, é uma coisa que estamos construindo desde o Cavaleiro..., eu diria”, comenta Aydar.

O disco de 2011 havia sido construído a oito mãos – Mariana, seu marido e produtor musical Duani, o guitarrista Gui Held e o maestro e arranjador Letieres Leite – e já flertava com essa “escuridão”. Mas o limão ainda haveria de ser espremido mais um pouco, como ela definiu.

“Percebo que qualquer disco que eu fizesse hoje teria esse som mais sombrio. Estava muito afim de explorar algo mais minimalista, somente com a guitarra como base”, explica a artista. E, para esta parceria, viria o trabalho do também paulistano Nuno Ramos, artista visual e compositor.

Convidada em 2013 para o projeto Palavras Cruzadas, no Rio de Janeiro, por Marcio Debellian, Mariana precisava escolher alguém que, através de sua arte, dialogasse com a paisagem do seu universo musical. Não deu outra: ela pensou em Nuno Ramos, que já havia chamado sua atenção com a instalação Choro Negro, uma alusão à composição de Paulinho da Viola.

“Tanto que foi a primeira pessoa que eu pensei foi ele. Embora ele seja um artista visual, eu o conheci primeiramente enquanto compositor, então o interesse era tanto por essa troca de artes quanto pelo seu lado musical”, explica a cantora.

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