segunda, 18 de junho de 2018
Música
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Liberdade e leveza no disco apresentado por Kristal

André Luiz Maia / 28 de abril de 2016
Foto: Divulgação
"Que prevaleça nosso natural". A frase que abre “Lamparina acesa”, uma das canções do mais novo disco de Khrystal, resume o espírito de Não Deixe pra Amanhã o que Pode Deixar pra Lá. Disponível gratuitamente para download no site oficial da cantora potiguar, o CD físico será lançado na segunda semana de maio, além de também estar disponível através de plataformas como Deezer, Spotify, iTunes e Google Play Música.

Ao apresentar um trabalho solar, Khrystal demonstra positividade e reafirma sua verve de compositora e produtora, em um disco bastante coeso. Para ajudar no processo de depuração das canções, arranjos e condução da obra, ela convidou o músico Paulo de Oliveira, responsável pelo baixo de todas as faixas, exceto “Lamparina acesa”, que conta com a participação no instrumental de seu compositor, Jubileu Filho.

“Paulo é um grande contrabaixista, um cara que tem um pensamento muito limpo em relação à música, o que agregou muito ao meu som. Essa leveza e a estética mais clean, valorizando os espaços e os silêncios, tudo isso eu devo a Paulo de Oliveira, que conduziu a produção do disco de uma maneira muito delicada e elegante”, declara Khrystal. Também é dele a autoria de outra faixa do disco, “Bouquet”.

Em “Lamparina acesa”, também há a participação da paraibana Lucy Alves, que empresta sua habilidade na sanfona para a canção. Como o Brasil pôde conferir, tanto Lucy quanto Khrystal participaram da segunda edição do The Voice Brasil.

Lá, elas estreitaram os laços de amizade e parceria no trabalho.

“A minha relação com o povo da Paraíba vem desde meu primeiro disco, quando regravei Cátia de França”, relembra, ao pontuar ‘Lá vem Batista’ e ‘Quem vai, quem vem’, registradas em Coisa de Preto, seu disco inaugural, de 2007. Agora, também no Não Deixe pra Amanhã o que Pode Deixar pra Lá., ela estabelece outra conexão com os músicos da Paraíba, na faixa “Meu lugar”, que conta com o conjunto de cordas do Quinteto da Paraíba. “Tenho uma admiração pelo trabalho de Xisto Medeiros, que conheci através de Chico César, e sabia que era integrante do Quinteto”, conta.

Com um arranjo do músico Eduardo Taufic em mãos, decidiu realizar o convite de maneira despretensiosa. “Ele aceitou de cara. Fiquei honrada, pois o Quinteto da Paraíba é um grupo histórico, com uma trajetória bela. É uma alegria poder contar com artistas tão talentosos no meu trabalho”, completa. Uma temática que já aparecia em Dois Tempos – explicitamente na faixa-título – e que retorna no novo álbum é a autorreferenciação, sobre o próprio fazer artístico. “Sempre que posso, tento usar minha música para desconstruir essa imagem glamourizada que criam em torno dos artistas. Parece que não somos trabalhadores como outro qualquer”, declara.

Em “Que belê”, música de sua autoria, ela dispara: “música na vida é bem mais que divertimento, muito se aprende com dizeres de um compositor popular”. Khrystal enxerga a música popular como um elemento útil para a saúde mental.

“Assim como alguém vai ao dentista para cuidar do dente, a pessoa vai a um show para cuidar da alma, aprender coisas novas, reavaliar suas posições”, pontua. Se depender do Não Deixe pra Amanhã o que Pode Deixar pra Lá de Khrystal, a mensagem que fica é encarar a vida com mais leveza, mas sem deixar de encarar os problemas que estão diante de nós.

CapaCDKhrystal

NÃO DEIXE PRA AMANHÃ O QUE PODE DEIXAR PRA LÁ

Khrystal

Selo: Independente

Com participações de: Lucy Alves, Quinteto da Paraíba, Thaís Gulin, Tatiana Cobbett.

Disponível para download gratuito através do site http://www.khrystal.com.br

 

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