sábado, 18 de novembro de 2017
Música
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André Morais lança o seu segundo disco em plataformas digitais

André Luiz Maia / 21 de agosto de 2015
Foto: Ary Régis Lima/ DIVULGAÇÃO
“Eu te amarei como um bicho / Bebendo o mel do teu cio / Teu suor correndo como um rio / Arranco a pele e te projeto do frio / Meu amor em carne viva / Delicadamente vivo”. Os versos da canção “Dilacerado” apresentam a temática que se estende pelas dez faixas do álbum homônimo, o segundo da carreira do cantor, compositor e ator André Morais. Dilacerado será lançado amanhã através das plataformas digitais Spotify, Rdio, Deezer, Google Play Música e iTunes e para download gratuito em www.andremorais.com.

“Dilacerado faz parte de um momento na minha vida. São canções autobiográficas, que falam de amor, mas de um amor nem sempre romântico, é também aquele amor carnal, sexual, com muito erotismo, libido”, explica André.

Para gravar as faixas, ele optou por registrar sua voz ao lado dos instrumentos. “Queria que captássemos a emoção da coisa, sem nenhuma máquina marcando o tempo. O tempo era marcado pelos músicos e pela emoção. É um disco muito livre, nesse sentido”, completa.

Autor das letras, convidou músicos para ajudar a construir as melodias. Chico César fez “Nua”, Seu Pereira colaborou em três (“Confissão”, “Deserto”, “Orgia”), Michel Costa em duas (“Chuvosa”, “Teu”), Giana Viscardi em “Fé” e a cantora matogrossense Lucina em outras três (“Dilacerado”, “Alarido”, “Delito”) .

Mais ainda, o disco conta com duas participações especiais. O músico Naná Vasconcelos colaborou com os elementos percussivos de “Deserto” e “Confissão”; Elza Soares divide os vocais de “Nua”.

Direta ou indiretamente, as parcerias surgiram por conta da internet. André conseguiu o telefone da produção de Naná através do site oficial do músico e não pensou duas vezes: ligou, explicou a proposta e conseguiu marcar um encontro, em Recife.

Ao seu lado, estava o guitarrista e produtor do disco, Pedro Medeiros. “Chegando lá, ele nos recebeu de uma forma estranha, com aquele sentimento de estranhamento. ‘Quem são esses guris e o que querem?’. Mas cantamos algumas músicas, ele foi se abrindo e topou gravar”, lembra.

No caso de Elza, tudo partiu de uma conversa pelo Facebook. “A vi online e decidi mandar a música, como quem não quer nada. Ela respondeu, dizendo que tinha adorado e que achou lindo. Aí, acendeu aquela luzinha na minha cabeça e pensei: ‘Vou convidá-la’”, afirma. Foi orientado a mandar a música para o produtor de Elza e, caso ela gostasse, gravaria.

O primeiro disco de André, Bruta Flor, foi resultado da trilha sonora do espetáculo teatral de mesmo nome, concebido por Morais. Embora Dilacerado não siga o mesmo caminho, as artes cênicas continuam tendo protagonismo em sua criação. “Eu venho do teatro e continuo nele. Uso o veículo da música, mas o show dele será muito teatral. Não é uma separação, é mais uma extensão”, explica.

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