quinta, 19 de outubro de 2017
Cultura
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Marília Pêra brilha no Festival de Gramado e é homenageada

Renato Félix / 13 de agosto de 2015
Foto: Cleiton Thiele/Agência Pressphot
Gramado, RS. Em um festival de poucas estrelas no tapete vermelho, Marília Pêra brilhou absoluta. Ela foi homenageada com o Troféu Oscarito na noite de terça, aplaudida de pé por um Palácio dos Festivais lotado. Marília ganhou dois Kikitos em sua carreira: por Bar Esperança (1983) e Anjos da Noite (1987). Ela foi surpreendida pela presença de seus três filhos (Ricardo Graça Mello, Esperança Motta e Nina Morena), que entregaram o troféu. Mais cedo, ela conversou com os jornalistas.

Início no teatro. “Comecei na tragédia. Medeia, aos 4 anos. Morria todo dia (risadas da plateia). Claro, minha mãe me matava (mais risadas). Era a madame (Henriette) Morrineau: com ciúme do meu pai, ela matava os filhos. Eu era a menina que morria estrangulada todos os dias”.

Novo disco. “Estou gravando um disco agora pela Biscoito Fino. Um disco de músicas românticas, que deverá se transformar num docudrama musical. Achei que seria O Fino da Fossa, músicas tristes, mas durante as reuniões foi mudando”.

Carmen Miranda (Marília interpretou Carmen, que morreu há 60 anos, diversas vezes)– “A primeira vez que cantei Carmen Miranda, eu era bailarina do Carlos Machado no México. E havia lá uma vedete chamada Vera Regina e ela fazia um pot-pourri da Carmen Miranda. E ela precisou voltar ao Brasil. E o Carlos Machado falou pro Juan Carlos Berardi, o coreógrafo: ‘Vê se alguma dessas meninas aí afina’. Aí, era eu mesmo. E eu cantei pela primeira vez, em 1963. E depois, em 1972, fiz A Pequena Notável, um texto de Ary Fontoura com direção de Mauricio Sherman... E de lá pra cá interpretei Carmen Miranda... mil vezes. Quando ela morreu, eu tinha 11 anos. Eu estava saindo do balé e fui ao velório dela, fui vê-la. Tenho essa ligação com ela”.

Leia a reportagem completa no Jornal Correio da Paraíba

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