domingo, 20 de maio de 2018
Cultura
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José Orlando é a grande atração no Baile do Cafuçu

André Luiz Maia / 03 de Fevereiro de 2018
Foto: DIVULGAÇÃO
A vigésima sexta edição do Baile do Cafuçu acontece neste sábado em novo endereço. Realizado nos últimos anos no Centro Cultural Piollin, em 2018 a organização do tradicional bloco pré-carnavalesco faz agora a festa dentro do Clube Cabo Branco. A farra também deverá ter espaço para uma homenagem a Corrinha Mendes, musa do Cafuçu que faleceu este ano.

No campo da música, o evento contará com o DJ Naza e a apresentação da banda paraibana Seu Pereira e Coletivo 401, que traz em seu repertório as músicas de seu segundo álbum, Eu Não Sou Boa Influência pra Você, com uma pegada na música setentista. A principal atração musical da noite, no entanto, é o músico José Orlando, o “Pistoleiro do Amor”.

Com quase 40 anos de carreira como cantor, o maranhense que se estabeleceu no Ceará se consagrou por conta do seu repertório repleto de canções românticas e dançantes. Em 1975, teve sua sua primeira composição gravada, por Alípio Martins. Seis anos depois, apadrinhado pelo paraense, veio seu primeiro LP, Cheiro do Povo. A partir daí, viria seu sucesso popular.

Apesar de ter sua música gravada por nomes como Nando Cordel, Fafá de Belém, Maria Alcina e Genival Lacerda, por muitos anos José Orlando ficou estigmatizado por fazer música “brega”, termo usado pejorativamente para categorizar o estilo de canções que fazia.

Na percepção do cantor, isso vem mudando. “O brega há alguns anos não era visto com bons olhos, hoje virou ‘chique’. (As pessoas) não têm mais vergonha de dizer que gosta de brega, que escuta músicas de José Orlando, Bartô Galeno, Amado Batista, Falcão”, afirma José Orlando.

O show do Baile do Cafuçu trará alguns de seus grandes sucessos, como “Pistoleiro do amor”, “Andarilho”, “Surra de amor” e “Americana”. É um show para dançar, mas não somente isso. “Apesar das minhas músicas serem dançantes, as pessoas se identificam muito com elas pela parte romântica também”, observa o cantor.

Orlando também observa o crescente interesse de jovens na faixa dos 20 a 30 anos por suas músicas, o que garantiu sua participação em carnavais fora de época como o Carnatal, do Rio Grande do Norte, onde mora atualmente. E agora no Baile do Cafuçu, que já tem aquela identificação com o gênero.

Até mesmo artistas jovens estão em sintonia. “Em Fortaleza, um grupo criou a Banda Pistoleira, formada por jovens universitários. Eles são muito bons e até regravaram ‘Tenho pena de você’, uma música minha. Vejo que o segmento brega/romântico tende a crescer cada vez mais”, analisa. O “pistoleiro do amor”, ao que tudo indica, continua com munição suficiente para atingir novos públicos.

Baile do Cafuçu

Hoje, às 20h.

Esporte Clube Cabo Branco (R. Coronel Souza Lemos, 167, Miramar, João Pessoa – 3244.0728/ 3031.5948).

Ingressos: R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia), R$ 160 (mesa), veja locais de venda na Agenda (pág. C-4)

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