segunda, 10 de dezembro de 2018
Exposição
Compartilhar:

Projeto ‘Castelo de bonecas’ vai ao 27º Salão de Artesanato

Redação / 18 de fevereiro de 2018
Foto: Divulgação
Entre os dias 17 de janeiro e 6 de fevereiro, os produtos artesanais confeccionados pelas reeducandas do Presídio Feminino Júlia Maranhão, dentro do Projeto ‘Castelo de Bonecas’, foram expostos no 27° Salão de Artesanato da Paraíba, que aconteceu no Espaço Cultural José Lins do Rego. Durante o evento, foram vendidas 60 bonecas de pano e 10 pesos de porta, um número positivo, segundo avaliou a juíza auxiliar da Vara de Execução Penal da Capital (VEP), Andréa Arcoverde Cavalcanti Vaz, que coordena o projeto.

A magistrada avaliou a participação no Salão de Artesanato: “É importante para a divulgação do trabalho junto à sociedade. E, as bonecas foram um sucesso entre todos os públicos – crianças, idosos. Os produtos estão sendo procurados por encomenda e saindo, cada vez mais, com qualidade superior. As apenadas estão se aprimorando. Elas realmente se dedicam e estão muito orgulhosas do trabalho. Apesar de não poderem estar presentes nos eventos, mas recebem notícias do sucesso que foi, e do acolhimento do público”, relatou.

O Castelo de Bonecas é um programa de ressocialização desenvolvido com 10 reclusas no Presídio Feminino Maria Júlia Maranhão e conta com o apoio do Tribunal de Justiça da Paraíba através de suporte financeiro disponibilizado pelo Juizado Especial Criminal da Capital (Jecrim), pelo 1ª Juizado Especial Misto de Mangabeira e pela Vara de Execução de Penas Alternativas (VEPA).

Parte das bonecas produzidas é destinada à venda para qualquer interessado. Os produtos podem ser adquiridos no interior do Presídio Júlia Maranhão, nos eventos de exposição, ou por encomenda. Outra parcela é para doação para crianças carentes.

O projeto dispõe de um perfil em rede social, por meio do qual podem ser feitos os pedidos. “Temos um canal bem fácil para contato e encomendas, que é através da conta no Instagram: @castelodebonecasjuliamaranhao. Lá, tem diversas fotos das personagens que elas estão criando, e há sempre uma agente penitenciária interagindo online, para tirar dúvidas e receber os pedidos. Os produtos são entregues em casa e o pagamento pode ser feito à vista ou por meio de depósito bancário”, acrescentou a magistrada, informando que do valor obtido com as vendas, 50% é destinado às apenadas, a outra metade é investida na produção de novas peças.

Acreditando na valia do projeto como instrumento de reintegração social, a juíza auxiliar da Vara de Execução Penal considerou que os números positivos e a busca pelo público são satisfatórios e motivadores, por valorizar o programa de ressocialização. “Assim, podemos mostrar à sociedade que é possível, sim, desenvolver um trabalho de ressocialização ainda dentro da unidade prisional. Com essa capacitação, ali dentro da unidade, elas terão melhores condições de desenvolver sua própria sobrevivência, com uma profissão, quando alcançarem a liberdade”, concluiu.

Relacionadas