segunda, 18 de dezembro de 2017
Cinema
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Pela primeira vez o ‘Godzilla’ original é lançado em DVD no Brasil

Renato Félix / 30 de agosto de 2015
Foto: Divulgação
No ano passado, Hollywood tentou de novo: mais uma vez produziu um Godzilla, cheio de efeitos digitais. Ficou mais ou menos e não deverá marcar como o originalzão japonês de 1954 que, é incrível, mas estava inédito em home video no Brasil até seu lançamento na coleção Godzilla – Origens, que está saindo pela distribuidora Obras-Primas.

Em digistack, o lançamento reúne três filmes em dois DVDs. No primeiro, o Godzilla original e mais Godzilla, o Rei dos Monstros.

Este segundo filme é uma curiosidade que mostra que não é de hoje que os americanos querem se apropriar do lagartão radioativo. Aqui, cenas com Raymond Burr foram filmadas e montadas com o original japonês. Além da aproximação com o público americano, esta versão retirou as referências do original às bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki e o discurso antinuclear.

Em Godzilla, produzido pela Toho (que no mesmo ano botou no mundo Os Sete Samurais, de Kurosawa!) são os testes nucleares que despertam o monstro de 50 metros, com um hálito radioativo. Depois de explodir barcos em alto-mar e arrasar uma ilha, ele se dirige a Tóquio parecendo impossível de ser parado e levando ao Japão ao pânico.

O filme deu origem a inúmeras continuações, cada vez menos sérias, e aos seriados japoneses em que monstros gigantes precisam ser derrotados por super-heróis ou robôs, também gigantes.

Evidentemente, a fantasia do Godzilla é datada, mas de alguma forma a destruição e o caos social que vem dela são mais convincentes aqui que nas versões americanas de 1997 e 2014 (os efeitos são de Eiji Tsuburaya). Agora, o próprio cinema japonês vai se testar: uma refilmagem de Godzilla está prevista para o ano que vem por lá.

O segundo disco tem O Monstro do Mar, filme com efeitos stop-motion do lendário Ray Harryhausen, e os extras: documentários e entrevistas. O Monstro do Mar inspirou Godzilla: foi depois de ver o filme americano que os produtores tiveram a ideia do dinossauro (o original “Gojira” é uma mistura das palavras para “macaco” e “baleia”.

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