segunda, 19 de fevereiro de 2018
Cinema
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Lista Negra volta aos cinemas com história do roteirista que Hollywood perseguiu

André Luiz Maia / 16 de junho de 2016
Foto: Divulgação
Em uma das raras oportunidades de ver um filme nas salas de cinema após sair de cartaz, Trumbo – Lista Negra retorna às telonas paraibanas dentro da programação do projeto Cinema de Arte, do Cinépolis. A cinebiografia do roteirista Dalton Trumbo rendeu uma indicação ao Oscar para Bryan Cranston, conhecido por sua atuação no seriado Breaking Bad.

A história do filme se centra no fim da década de 1940, período em que Trumbo chegou a ser preso por conta de suas posições políticas. Os Estados Unidos começariam a viver a neura anticomunista – que, como a história atesta, se estenderia pelas décadas seguintes com a Guerra Fria – e isso também teve reflexos em Hollywood.

Para quem não sabe, Dalton Trumbo assinou roteiros de filmes como como Dois Contra o Mundo, com Lana Turner, e Kitty Foyle, com Ginger Rogers, ambos de 1940, e O Roseiral da Vida (1945), com Edward G. Robinson, o que lhe garantiu fama, sucesso e, claro, dinheiro.

Nesse meio tempo, se filiou ao Partido Comunista, o que viria a lhe trazer problemas com a Comissão de Atividades Antiamericanas, que acreditava que seus filmes estavam “contaminados por uma ideologia potencialmente destruidora”, algo que foi reforçado pelas declarações públicas de atores como John Wayne e pela colunista de fofocas Hedda Hopper, interpretados aqui por David James Elliott e Helen Mirren, respectivamente.

Depois da prisão por desacato, ao se recusar a “entregar” outros comunistas, amargou um ostracismo, já que nenhuma produtora ou estúdio ousava escalá-lo para escrever roteiros, o que o leva para a clandestinidade.

A trama se estende até a década de 1960, marcado pelo encontro de Trumbo com o ator Kirk Douglas e o diretor Otto Preminger, que romperam o bloqueio, creditando-o em filmes como Spartacus e Exodus.

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