quinta, 24 de maio de 2018
Cinema
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Crimes misteriosos do suspense O Escaravelho do Diabo chegam aos cinemas

André Luiz Maia / 13 de Abril de 2016
Foto: Divulgação
Um mistério ronda uma pequena cidade do interior do Brasil. Subitamente, ruivos naturais começam a ser mortos e, como pista, o assassino em série envia besouros através de correspondências. Para várias gerações de leitores, essa história já é bem conhecida: é o base de O Escaravelho do Diabo, que agora ganha uma adaptação cinematográfica, dirigida por Carlo Milani. O filme estreia nos cinemas brasileiros amanhã.

Como noticiamos, a obra, que integra a Série Vaga-Lume, da Editora Ática, da escritora Lúcia Machado de Almeida, ganhou um relançamento no fim do ano passado. A história foi publicada pela primeira vez na década de 1950, em capítulos, na revista O Cruzeiro, sendo posteriormente reeditada em formato de livro. Por conta desse intervalo de mais 60 anos entre a concepção da história e a adaptação do cinema, houve uma série de modificações, com o o objetivo de contextualizar a história nos dias atuais.

“Optamos por essa estratégia para conectar a história ao público pré-adolescente. Mas também adoraria adaptá-lo como um filme de época, ambientado na década de 1970”, explica o diretor, em entrevista ao CORREIO. Parte da memória afetiva de várias gerações de leitores, O Escaravelho do Diabo é protagonizado pelo jovem Alberto, que aqui é interpretado pelo ator Thiago Rosseti, o que causará um certo estranhamento aos leitores da obra original.

Enquanto no livro Alberto é um estudante de medicina, no filme ele é um garoto de 13 anos. “A ideia foi sensibilizar e se comunicar com esse público pré-adolescente que também queremos atrair. Para contrabalançar a história, buscamos tornar as motivações do assassino um pouco mais densas, para atrair o público adulto que cresceu lendo a história, por exemplo”, explica.

Dentre outras mudanças, está inclusive a ambientação. A pacata e fictícia Vista Alegre dá lugar à colorida e também fictícia Vale das Flores. A mudança, desta vez, foi logística. A produção foi filmada em Amparo, Monte Alegre do Sul, Jaguariúna, Campinas e Holambra, todas no interior do estado de São Paulo. Esta última é conhecida por seus campos de flores e sua produção para exportação. “Aproveitamos esse elemento para criar uma estética marcante”, completa Carlo Milani.

Equipe. Carlo Milani já dirigiu algumas novelas na TV Globo, como Tempos Modernos e América, e as minisséries Amazônia – De Galvez a Chico Mendes e Aquarela do Brasil. O diretor de fotografia Pedro Farkas atuou em mais de 30 longas, entre os quais Marvada Carne, de André Klotzel, e Zuzu Angel, de Sergio Rezende. Valdy Lopes Jr. é diretor de arte de cinema, teatro e tv. Entre seus trabalhos para cinema destacam-se Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes, e Falsa Loura, de Carlos Reichenbach.

 

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