domingo, 18 de fevereiro de 2018
Cinema
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Com duas atrizes no papel principal, ‘Julieta’ é o retorno de Almodóvar ao drama

André Luiz Maia / 07 de julho de 2016
Foto: Divulgação
Depois de uma recepção morna por Os Amantes Passageiros (2013), sua primeira comédia em um bom tempo, mas que nem passou nos cinemas paraibanos, Pedro Almodóvar retoma o drama e o enfoque nos conflitos existenciais femininos em Julieta, que estreia hoje em João Pessoa.

A obra é o resultado de um encontro inusitado. É uma leitura cinematográfica do ultradramático, colorido e expansivo Almodóvar em cima de três contos (“Acaso”, “Logo” e “Destino”) do livro Fugitiva, de Alice Munro, Nobel de Literatura 2013. O universo da escritora da canadense, caracterizado por sua introspecção, texto contido e até mesmo anticlimático seria o completo oposto do diretor espanhol.

No entanto, as críticas iniciais estão favoráveis. Embora algumas salientem que não se trata do filme mais inventivo de Almodóvar – uma cobrança natural diante do diretor de pérolas como Volver (2006), Fale com Ela (2002) e Tudo Sobre Minha Mãe (1999) –, é uma retomada à boa forma por tratar de maneira sensível o lado sombrio da maternidade, representada aqui pela personagem-título (interpretada por Adriana Ugarte na juventude e Emma Suárez na maturidade). Mais que isso, é uma trama que fala sobre velhice e sobre a pressão da sociedade exercida sobre essas pessoas.

“Julieta”

Julieta. Espanha, 2016

Direção: Pedro Almodóvar.

Elenco: Emma Suárez, Adriana Ugarte, Rossy de Palma, Dario Grandinetti, Michelle Jenner, Blanca Parés, Nathalie Poza

Estreia hoje em João Pessoa

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