terça, 25 de setembro de 2018
Cinema
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Cinéfilos em exibição na UFPB

André Luiz Maia / 09 de agosto de 2016
Foto: Divulgação
Grupos de admiradores do cinema que se unem para exibir filmes não é algo novo. Durante décadas, o movimento cineclubista se destacou por apresentar uma programação diferente do circuito regular e por expandir a experiência de ver um filme ao promover debates e discussões a respeito do que foi visto na projeção.

No modelo “faça você mesmo”, estudantes, em sua maioria, conseguiam equipamento de projeção e montavam uma pequena sala de cinema em escolas, universidades ou associações nas cidades. Os cineclubes, no entanto, foram fechando, na maioria das vezes resistindo apenas no meio acadêmico.

O Cineclube Cartaz de Cinema iniciou sua trajetória dessa maneira, na década de 1980, fundado por Lucio Vilar, que congregou ao seu redor os estudantes de comunicação interessados nos grandes clássicos. Depois de décadas inativo, ele retornou no mês passado. Hoje, realiza sua segunda edição, com a temática Religiosidade. A exibição acontece no Cine Aruanda da UFPB, a partir das 19h30, com entrada gratuita.A volta do cineclube é resultado do esforço conjunto do Núcleo de Documentação Cinematográfica, a Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e a Coordenadoria de Extensão Cultural, todos da UFPB.

No início de tudo, ainda na década de 1950, os cineclubes tinham a função fundamental de trazer raridades para os cinéfilos da cidade, que não teriam outra oportunidade de assisti-los. O escritor Braulio Tavares foi cineclubista em Campina Grande, no fim da década de 1960. Ainda hoje tem fresca na memória a lembrança dos primeiros passos daquele movimento. “Os filmes eram exibidos [nas salas comerciais] em Campina Grande apenas um dia. Se você perdesse as três sessões daquele dia, poderiam passar-se anos até ter outra chance. Tem filmes que eu perdi quando tinha 17 anos e que até hoje não consegui ver”, comenta.

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