terça, 25 de setembro de 2018
Cinema
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Bem-vindo à selva: ‘A lenda de Tarzan’ entra em cartaz hoje em CG e JP

André Luiz Maia / 21 de julho de 2016
Foto: Divulgação
Com mais de um século de existência, a história de Tarzan parece ainda ter musculatura para perdurar no imaginário da cultura popular por muitos anos. Prova disso é o retorno constante à lenda do homem das selvas em filmes, desenhos, séries e quadrinhos desde sua primeira publicação em livro, em 1912. Hoje, chega aos cinemais mais uma adaptação que carrega o personagem como protagonista, A Lenda de Tarzan (2016).

A empreitada da Warner Bros. traz na dianteira uma prata da casa: o diretor David Yates, responsável pelos quatro últimos filmes da saga Harry Potter. Ele traz um pouco da sobriedade e da estética sombria dos filmes do bruxinho inglês para recontar Tarzan. Comparados aos filmes anteriores, esse novo é bem mais sombrio, embora continue tendo a selva como pano de fundo de boa parte da ação. Como parece ser o costume das novas adaptações hollywoodianas para clássicos, o roteiro escolhe mostrar o que aconteceu depois das histórias já conhecidas pelo público, em uma espécie de “continuação” da trama original.

Tarzan, ou melhor, John Clayton III, como prefere ser chamado agora, tem a vida de um nobre burguês na civilização, casado com sua amada Jane. A dupla é formada pelos atores Alexander Skarsgård e Margot Robbie – uma oportunidade de vê-la nas telonas antes de sua aparição como Arlequina em Esquadrão Suicida. Mas a selva logo o chamaria de volta.

Ao saber dos planos do Capitão Rom (Christoph Waltz) para explorar ilegalmente as riquezas da floresta africana na qual viveu durante a infância criado por gorilas, Tarzan volta como emissário do Parlamento Britânico para tentar deter a investida, delineando contornos políticos à história. De acordo com a crítica, o filme tem como principal mérito e falha a opção por trazer uma leitura mais adulta e sóbria da história. Ao mesmo tempo em que se preocupar em dar densidade à trama, desliza em alguns momentos, ao não dar o tom de profundidade necessário a algumas cenas.

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