quarta, 20 de junho de 2018
Artes
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Usina Cultural Energisa abre nova coletiva com obras de quarteto de jovens artistas

André Luiz Maia / 22 de julho de 2016
Foto: Divulgação
Quatro jovens artistas visuais têm a galeria da Usina Cultural Energisa a partir de hoje para apresentar aos pessoenses seus trabalhos mais recentes, na Coletiva #9, sob curadoria de Dyógenes Chaves. Os campinenses Thaynara Negreiros, Petrus Vinicius e Jas-One, além da cajazeirense Conceição Mylenna, trazem obras que vão desde a manipulação de materiais como papel machê em escultura a fotografias e imagens manipuladas digitalmente, em técnica híbrida.

Em Fluxus, por Conceição Myllena apresenta sete autorretratos, que são registros de performances que relacionam o erótico e o divino. "Há um limite entre o registro da performance e a fotoação. Transito nesse limite", explica a artista, em texto de apresentação da exposição. Além das artes visuais, as performances são fruto de seu trabalho como poeta e de sua necessidade em experimentar o encontro de diversos suportes com o intuito de comunicar.

Quem também usa a fotografia como suporte é Thaynara Negreiros. Em Dividuus, a mescla de fotografias com fotogramas de raio-X criam imagens intrigantes, em um diálogo entre ciência e arte, refletindo o diálogo que a própria fotografia teve com outras ciências.

As artes de Jas-One, nome artístico de Jardel Silva, também dialogam com espécie de fotografias, mas de maneira diferente. Ao invés de criar imagens com uma câmera, ele decidiu escanear partes de seu próprio corpo para então alterá-las digitalmente, na exposição Devaneios.

"Isso tudo surgiu durante minhas noites de insônia. Eu trabalho com esse meio do caminho entre realidade e ilusão. Minha poética consiste na loucura e na sinestesia, em imagens que mexam com os cinco sentidos e evoquem percepções distintas", explica o artista visual.

No computador, em ferramentas de edição de imagem, ele fez manipulações para ressignificar as capturas.

"Ainda na conversa com o que é ilusório, acho muito interessante o uso do computador para isso. O digital é pura ilusão, parece real, mas é apenas um conjunto de luz e dados, que não são tangíveis", completou. Para aumentar ainda mais a sensação de dissolução, Jas-One optou pela maleabilidade dos tecidos para apresentar as imagens resultantes desse processo.

O trabalho que mais se difere dos demais é de Petrus Vinicius, que apresenta uma série de doze esculturas confeccionadas em papel machê, sob o nome de Réquiem. São figuras humanas que representam a interpretação de Petrus da peça fúnebre de Mozart que dá nome à série.

“São esculturas de músicos complexos, esquisitos, destoantes do que para sociedade é considerado normal. Encontrei na técnica de escultura com papel machê a poética para representar aspectos dessa 'fantasia', que parece exteriorizar ou representar a morbidez presente no 'Réquiem' de Mozart”, explicou.

'Coletiva #9’

Abertura hoje, às 19h. Na Usina Cultural Energisa Av. Juarez Távora, 243, Torre, João Pessoa – 3221.6343 / 3221.4985 - http://www.usinaculturalenergisa.com.br

Visitação de terça a domingo, das 14h às 20h, até 20/08

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