terça, 12 de dezembro de 2017

Lena Guimarães
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Senado salva Aécio

18 de outubro de 2017
Nenhum tucano defendeu o senador Aécio Neves como os peemedebistas Romero Jucá, Jáder Barbalho e Renan Calheiros, nessa ordem. Nem mesmo o brilhante mineiro Antonio Anastasia conseguiu superá-los.

Não fosse o senador Randolfe Rodrigues (Rede), quem acompanhou os debates não teria um contraponto forte à eficiente defesa dos aliados de Aécio. Os outros que se posicionaram pela manutenção do seu afastamento do Senado, falaram mais em respeito ao STF e contra o foro privilegiado do que nos motivos do pedido feito por Rodrigo Janot.

Randolfe comparou os casos de Aécio e Delcídio do Amaral, disse que a situação jurídica era idêntica, que havia provas de participação efetiva do senador no crime de “impedimento ou embaraço da função penal”, e falou da importância do respeito às leis e à decisão do STF.

Foi o melhor, mas não foi concorrente para Romero Jucá, que mesmo operado fez questão de comparecer ao Senado. Lembrou que Rodrigo Janot pediu sua prisão, a de Renan Calheiros e a de José Sarney, acusando-os de tentativa de obstrução da Lava Jato, mas o ministroTeori Zavascki negou. Que quando a PF concluiu o inquérito, o ex-PGR “teve que engolir a poeira da mentira” e pedir o arquivamento do caso.

“Quem iria reparar a injustiça, se tivéssemos sido presos?”, questionou Jucá, que ainda contou o caso da Zelotes, no qual foi envolvido junto com Renan Calheiros, e ambos já inocentados.

Jucá apontou que a investigação contra Aécio Neves ainda não foi concluída, que ele não foi denunciado, não é réu. Mas, ainda assim, foi afastado do mandato.

Sustentou que os senadores têm o direito e o dever de defender a inviolabilidade do mandato. Disse respeitar todos os poderes, mas que o guardião da Constituição não é o STF, que a interpreta, mas quem a escreve, quem a modifica, quem define o que é feito pelos outros poderes.

Disse que votar “não” à punição de Aécio não significava que estariam “passando a mão na cabeça de ninguém”, mas “dizendo que o mandato é inviolável”.

Jucá influenciou o resultado. O placar foi amplamente favorável a Aécio, que precisava de 41 votos e conseguiu 44, contra 26. O efeito Orloff – “eu sou você amanhã” – explica.

TORPEDO

"A Prefeitura já fez sua parte, toda iluminação foi concluída há dois anos. Na região a Prefeitura já fez creche, USF, entregou casas e o Governo não termina a obra, não entrega a Perimetral Sul. Tem que chamar a atenção, o feito a ordem... e não ficar com atitudes mesquinhas. "

De Luciano Cartaxo, devolvendo critica de Ricardo Coutinho a embargo, suspenso, da Perimetral Sul, iniciada há 4 anos pelo governo.

Cassada

A Justiça cassou a prefeita Maria Eunice, e sua vice, Baby Helenita por abuso de poder econômico e compra de votos, e determinou nova eleição em Mamanguape, 12° colégio eleitoral do Estado, com 30.071 votantes.

A prova

A compra de votos foi exposta em áudio que registrou reuniãoda filha da prefeita, apromotora de Justiça Ismânia Carvalho, com lideranças políticas que acertavam apoio à chapa em troca de dinheiro e cargos.

Punição

Em fevereiro, o Conselho Superior do MPPB, com base em apuração da Corregedoria, puniu a promotora com 100 dias de suspensão do exercício de suas funções. Oito meses depois, a mãe é cassada pela Justiça Eleitoral.

Recurso

A defesa de Maria Eunice anuncia que vai recorrer ao TRE. Em nota, diz que “como ficou bem claro”durante o processo, que ela não participou ou autorizou que terceiros participassem, ou foi beneficiada por atos ilegais.

ZIGUE-ZAGUE



  • Juizado Especial de Cajazeiras julgou, no último mês, 389 processos. O juiz Francisco Rabelo disse que faltam apenas oito para que a Meta 2 do CNJ seja atingida.


  • Bruno Farias liderou a bancada da oposição em visita aos mercados públicos Oitizeiro e Rangel. Viu problemas de infraestrutura, sujeira e esgoto a céu aberto.


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