segunda, 24 de setembro de 2018

Lena Guimarães
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Quem é o inimigo?

01 de fevereiro de 2018
Janeiro terminou com um assalto, arrombamento ou explosão de banco a cada três dias na Paraíba. No total, foram 10: quatro em agências do Bradesco, três do Banco do Brasil, dois da Caixa e uma do BNB.

Oito cidades traumatizadas pela violência dos criminosos que geralmente chegam atirando para todos os lados, com armas pesadas. Campina Grande e Boqueirão foram atacadas duas vezes.

A lista começa com São Sebastião do Umbuzeiro (dia 4), Alagoa Grande (dia 5), Boqueirão e Cabedelo (dia 15), Boqueirão (dia 16), Campina Grande (dia 17), Santa Rita (dia 20), São José da Lagoa Tapada e Taperoá (dia 27) e Campina Grande (dia 29).

Um exemplo: em São José da Lagoa Tapada foi um bando com cerca de 20 homens. Cercaram o posto policial, advertiram para ninguém sair durante a ação. O banco foi explodido e fugiram com o dinheiro.

Na Capital, não é diferente. Há uma luta permanente contra traficantes, golpistas, fraudadores, assaltantes que não respeitam nem igrejas, obrigando mudança no estilo de vida dos seus moradores.

Mas, o governo está em confronto com seus operadores de Segurança. Puniu policiais civis pela paralisação do dia 27 de dezembro, na qual expuseram as deficiências da Segurança, ao devolverem coletes que um dia foram à prova de balas, mas que estavam fora da validade. E eles continuavam participando das ações, mesmo sem a proteção.

Ontem, policiais civis, militares e agentes penitenciários fizeram ato público, para deixar claro que não lutam por privilégios, mas por sobrevivência, pois ganham o menos salário do Brasil: apenas metade do que é pago em 16 estados da federação. A Aspol explica que ao invés de receberem subsídio, valor que seria respeitado na aposentadoria, o Estado paga através de gratificações, e quando são forçados a afastamento temporário ou definitivo, perdem mais de 40% da remuneração. Que recebem apenas 1/3 do valor constitucional da hora extra e não possuem PCCR. Mas o governo, sustenta a Aspol, ao invés de dialogar, puniu até quem estava de férias, ou trabalhando na cota dos 30% de presença exigidos pela lei. Por isso decidiu ir à Justiça. Lamenta que ao invés de trabalhar pela harmonia, o governo prefira a intimidação.

Considerando a realidade paraibana, é mesmo opção inacreditável.

TORPEDO

"Conversamos sobre eleições e o cenário paraibano. O presidente Temer disse que vai conversar com o senador José Maranhão para tentar um entendimento e fazer com que exista unidade nesse campo que também é o que dá suporte ao seu governo."

Do vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, sobre seu encontro com o presidente da República, Michel Temer, também do MDB.

Mais tempo

Pedido de vista de Vital do Rêgo adiou julgamento das contas de Efraim Morais e do ex-diretor do Senado, Agaciel Maia, no TCU. O acordão prevê inabilitação para cargos públicos e devolução de R$ 15 milhões.

Cassados

Edmilson Alves dos Reis (MDB) e José Amarildo (PSB), prefeito e vice de Teixeira, foram cassados por abuso de poder político nas eleições. O juiz Carlos Gustavo determinou novas eleições. Ainda cabe recurso ao TRE.

Visão de Lira

O senador Raimundo Lira esclareceu sua posição sobre alianças. Disse que se no passado, pelas relações com Ricardo Coutinho, defendeu união com o PSB, no presente considera inviável. Quer disputar pela oposição.

Ausência

O prefeito Romero Rodrigues realizou o sorteio das 4.100 casas do Aluizio Campos, viabilizadas pelo então ministro Aguinaldo Ribeiro e que serão entregues em maio. Nenhum Ribeiro esteve presente.

ZIGUE-ZAGUE



  • Hoje, às 9h, ocorrerá a sessão solene de abertura do ano Judiciário, com as presenças de Michel Temer, Eunício Oliveira e Rodrigo Maia. E Cármem Lúcia vai falar.


  • Depois que representantes dos juízes e procuradores reagiram aos ataques de Lula e do PT ao Judiciário, é grande a expectativa em relação a fala da presidente do STF.


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