segunda, 21 de maio de 2018

Lena Guimarães
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Quatro anos da Lava Jato

17 de Março de 2018
Há exatos quatro anos, a Polícia Federal cumpria mandados de busca e apreensão em um posto de gasolina no Distrito Federal. Nenhum dos participantes sabia, mas estava sendo iniciada a maior investigação de corrupção de nossa história.

Desde então, alguns dos maiores empresários do Brasil foram presos e condenados. Políticos importantes perderam mandatos e estão presos. Outros, com foro especial, estão sendo investigados pelo STF.

Aconteceu o que parecia impossível: o mais popular presidente da história recente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva já foi condenado em 1ª e 2ª instância por corrupção e lavagem de dinheiro, e pode ser preso ainda neste mês.

Só no STF são 101 pessoas com foro privilegiado respondendo processos. No STJ tem mais três. Nessas listas, 12 dos atuais governadores, mas tem senadores, deputados federais, ministros de Estado e dirigentes partidários, além de empresários, doleiros e marqueteiros.

Em Curitiba (PR), 289 pessoas são citadas em processos conduzidos pelo juiz Sérgio Moro, que já preferiu 188 sentenças condenatórias contra 123 réus. Ele mostrou ao país que um juiz sério e competente pode, sim, enfrentar o poder econômico e o poder político, e aplicar a lei sem distinção.

A força tarefa de Curitiba conseguiu 163 acordos de colaboração premiada e 11 de leniência. Os valores recuperados são significativos: R$ 11,5 bilhões. Já pensou esse dinheiro retornando para ser aplicado em Segurança e Saúde, duas áreas problemas?

Raquel Dodge disse que estão no STF um total de 134 delações premiadas. Neste momento, a Corte atrai as atenções, seja pela morosidade das decisões nos casos da Lava Jato, seja pelas tentativas de interferência de políticos, muitos deles envolvidos em denúncias, ou pelas interpretações divergentes da lei pelos próprios ministros.

A Lava Jato mudou o Brasil ao mostrar o que acontecia nos bastidores do poder, ao revelar como políticos se beneficiavam das estatais, e até as negociações de projetos de lei com grupos econômicos.

Podemos lamentar os fatos, jamais as descobertas.

TORPEDO

"Os diretórios regionais têm liberdade de construir suas alianças, sempre olhando para o futuro. (...) Eu dialogo com todos [os partidos]. Acho que isso é o que tem de mais importante e de mais necessário, hoje.."

Do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a política de alianças nos Estados e na disputa pela Presidência da República.

O pote e...



A desistência de Romero Rodrigues de disputar o governo, quando seria o candidato natural após o “fico” de Luciano Cartaxo, levou Daniella Ribeiro a avaliar que a postulação não era pra valer e atrapalhou a oposição.

... a rodilha



Citou o ditado popular segundo o qual “quem não pode com o pote não pega na rodilha”, e reclamou que nenhum dos partidos participou das decisões. Que o PP, 4° maior do Brasil, vai construir seu caminho.

Solidariedade



O Conselho da Magistratura do TJPB aprovou voto de solidariedade ao ministro Luiz Roberto Barroso (STF), relator de processo contra Michel Temer, ameaçado de impeachment por Carlos Marun (Secretaria de Governo).

Intimidação

Barroso é acusado de invadir “competência exclusiva” do Presidente ao alterar decreto de indulto natalino. O desembargador José Ricardo Porto considerou a ameaça como forma de constranger e intimidar o Judiciário.

ZIGUE-ZAGUE





  • Em vídeo, o líder dos Sem-terra, João Pedro Stédile, cita greve pela manutenção do auxilio moradia e dispara: “Esse Judiciário não tem moral nenhuma para prender Lula”.


  • Marcelo Odebrecht vai depor novamente no processo da compra de terreno para o Instituto Lula. Ele entregou mais de mil novos e-mails sobre o caso à Lava Jato.




 

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