domingo, 27 de maio de 2018

Lena Guimarães
Compartilhar:

Qual o critério?

14 de Abril de 2018
Era para criar um fato consumado, deixando aos outros partidos na oposição apenas a opção de adesão? Deu errado. O “brilho” da nota do PSDB apoiando Lucélio Cartaxo (PV), para governador, foi apagado pelas fortes declarações do deputado Aguinaldo Ribeiro, do Progressistas, que agora é o 2° maior partido no Congresso Nacional e o 2° maior em tempo de propaganda eleitoral no bloco da oposição.

Líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro está acostumado a negociar causas aparentemente impossíveis, envolvendo interesses os mais diversos. Talvez por isso tenha identifi cado com facilidade os pontos frágeis do movimento do PSDB que declarou apoio a Lucélio para “candidato da oposição”.

Falar em nome do PSDB pode. Da oposição, não. Especialmente, não pelo Progressistas, foi o que deixou claro Aguinaldo Ribeiro, que fez questão de relatar que na quinta-feira recebeu ligação de Cássio Cunha Lima alertando que não procedia o que a imprensa da Paraíba noticiava sobre reunião em Brasília, com participação de Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues, para escolha do candidato a governador. Que não havia nenhuma defi nição e que eles se reuniriam na Paraíba.

Aguinaldo revelou que o prefeito Luciano Cartaxo também ligou e marcaram conversa para o dia seguinte (ontem), já em João Pessoa, onde ele desembarcou ao lado de José Maranhão (MDB), depois do meio dia, e foram surpreendidos pela notado “candidato a oposição”.

Aguinaldo disse que o Progressistas não irá a reboque de ninguém. Que não reconhecerá candidato que não seja resultado de uma construção coletiva, e de critérios claros. Disse que não descarta o nome de Lucélio Cartaxo, mas questiona a forma.

Lembrando que se trata do nome para o Governo da Paraíba e não “para qualquer coisa”, perguntou : “Qual o critério que foi usado?”.   Ele defendeu que primeiro se defi na um projeto para o Estado e depois se escolha o nome certo para ser o seu interprete.

Acha que pesquisas devem ser realizada, porque “o importante é que o povo da Paraíba aprove o nome”. E alertou: “Não subestimem as pessoas”.

Pelo que disse, quem zerou o jogo na oposição foram os prefeitos Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues, ao desistirem da disputa, e que a “operação Tabajara” de ontem não mudou isso. Para o Progressistas, continua zerado.

TORPEDO

“Não estou descartando ninguém, mas esse é um processo que fere a inteligência das pessoas, fere a inteligência dos partidos e fere a inteligência dos paraibanos E isso não aceito. Pode ser que outro partido aceite, não o Progressistas.” – De Aguinaldo Ribeiro, revelando que não houve reunião com partidos e questionando qual critério levou à escolha de Lucélio Cartaxo.

Apoio tucano

Na nota na qual anuncia seu apoio a Lucélio Cartaxo para governador, o PSDB não justifi ca a razão da escolha, mas conclama a unidade das forças de oposição, para que aprofundem o dialogo em torno do projeto.

O boato

Candidato a um 4° mandato de governador, José Maranhão desmentiu que tenha desistido para dar lugar a sua esposa, a desembargadora Fátima Cavalcanti. Afi rmou que esse boato foi espalhado para prejudicá-lo.

Sem dó

Ao comentar o anuncio do PSDB, o candidato João Azevedo (PSB) não poupou os adversários.  Disse que fi cou evidente que não é projeto para a Paraíba, mas de grupo, tanto que teria o “irmão de um e a mulher de outro”.

O fato

“Minha esposa tem respeito a todos os políticos, mas não quer jamais participar da política porque acha que a carreira política é incompatível com a carreira de magistrada”, disse Maranhão, que continua fi rma na disputa.

ZIGUE-ZAGUE

O ex-senador Humberto Lucena foi homenageado pelo deputado Benjamin Maranhão em sessão especial que marcou os 20 anos do seu falecimento.

Destacou que era político de opinião, “que construiu sua carreira com base no diálogo e na união de grupos e acima de tudo, com muita coerência e ética”.

Relacionadas