segunda, 19 de fevereiro de 2018

Lena Guimarães
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Pisada na bola

06 de dezembro de 2017
Pelo registrado no Atlas da Violência 2017, na Paraíba se mata mais do que no Rio de Janeiro, para onde o Exército foi convocado e está enfrentando os criminosos ao lado das polícias estadual e federal. Aqui são 38,3 mortes por grupos de 100 mil habitantes, e lá, 30,6.

Para mudar essa realidade, a Paraíba precisa mais do que um governo que diga que tem compromisso com a segurança pública. E não basta ter policiais civis e militares preparados - e temos. É preciso que estejam motivados, porque estão colocando diariamente em risco o bem mais precioso que qualquer ser humano pode ter: sua vida.

Abraham Maslow, psicólogo que desenvolveu a “Hierarquia de necessidades”, ensina que a motivação é decorrente do atendimento de necessidades fisiológicas, sociais, autoestima e segurança. O governo enviou a Assembleia o Projeto de Lei 1664/17, que trata de funções e progressões da Polícia Civil, mas segundo as faixas estendidas e os representantes sindicais na Assembleia, não atende 87% da categoria.

Segundo o líder da oposição, Bruno Cunha Lima, mais de 300 policiais civis de todas as classes cumprem acumulações na forma da lei, mas não recebem por isso porque suas portarias não são publicadas. E na proposta do governo não previa norma para garantir a remuneração.

A bancada oposicionista e o deputado governista Anísio Maia (PT), apresentaram emendas para o registro de jornadas excedentes e plantões extraordinários. Foram derrotados.

Nos quentes debates, de um lado governistas defendendo a proposta original do governo, e do outro, a oposição insistindo em emendas que contemplassem os agentes, a deputada governista Estela Bezerra chegou a dizer que houve um tempo em que policial era visto como herói, mas agora só os bombeiros continuam com essa imagem.

Segundo Estela, em comunidades vulneráveis, a chegada da Polícia, que desde 1° de janeiro de 2011 tem como comandante máximo o governador Ricardo Coutinho, nem sempre significa segurança, que “trabalhadores e trabalhadoras” se sentem “mais acuados do que protegidos pela Polícia”.

Para quem esperava reconhecimento na forma de benefício econômico, a fala de Estela Bezerra e a posição governista garantiram o inverso.

TORPEDO

"Ricardo diz que vai ficar no governo. Acho isso uma grandeza. Apoio a decisão dele, apoio o jeito que está conduzindo, e pretendo continuar no lugar onde estou, vice-governadora, até o fim do meu mandato."

Da vice-governadora Lígia Feliciano (PDT), que embora deixe para 2018 a decisão sobre apoio a João Azevedo, prevê vitória do bloco governista.

Visita de Ciro

Ligia foi entrevistada por Nilvan Ferreira, Victor Paiva e João Costa no Correio Debate, onde anunciou que o presidenciável Ciro Gomes virá dia 18 para palestras “Brasil no rumo certo” em João pessoa e Campina Grande.

Reajuste

Enquanto o governo do Estado enfrenta insatisfação na Polícia Civil em razão dos salários, a Prefeitura de João Pessoa concede 12,99% de reajuste salarial a Guarda Civil do Município. Já está com os vereadores.

Na berlinda

Baleia Rossi, o líder do PMDB na Câmara já antecipou que a bancada vai fechar questão em favor da aprovação da reforma da Previdência. Da Paraíba, o recado é para Veneziano Vital, Hugo Motta e André Amaral.

Penalidades

Entre as penalidades a que estarão sujeitos os que desobedecerem a decisão, que será confirmada pela Executiva, estão a suspensão de atividades partidárias - Veneziano já recebeu - até a expulsão da legenda.

Zigue-Zague



  • Cármen Lúcia deu 48 horas para que os presidentes de Tribunais de Justiça enviem ao CNJ dados sobre salários de todos os juízes do país. Tem esperado desde outubro.


  • O ex-governador Sérgio Cabral classificou de “presente de puxa-saco”, não propina, o anel de 200 mil euros dado pela Delta à sua mulher. Jurou que devolveu em 2012.


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