segunda, 24 de setembro de 2018

Lena Guimarães
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Partidos decisivos

02 de fevereiro de 2018
Em 2014, quando elegemos presidente, governador, senador e deputados federal e estadual, a lei permitia 90 dias de propaganda eleitoral, e no primeiro, 6 de julho, as fotos dos candidatos já estavam nas ruas. Neste 2018 a campanha foi reduzida para 52 dias, e só será permitida a partir de 16 de agosto.

Antes os candidatos tinham direito a 45 dias de propaganda gratuita no rádio e na televisão. Eram 130 minutos por dia, sendo 50 minutos para cada guia e mais 30 minutos de inserções. Neste ano, o período de propaganda gratuita foi reduzida em 10 dias, o tempo caiu para 120 minutos, com dois blocos de 25 minutos e mais 70 minutos diários de inserções.

Para dar uma ideia melhor, nas terças, quintas e sábados assistiremos as propagandas dos candidatos a presidente e deputado federal, sendo 12’30’’para cada mandato. Nas segundas, quartas e sextas serão os postulantes a governador (dividirão 9 minutos), deputado estadual (também 9 minutos) e senador (apenas 7 minutos).

Os 120 minutos diários de propaganda são divididos com os 35 partidos registrados no TSE, observando o seguinte critério: 90% proporcional ao número de deputados federais de cada um, e 10% de forma igualitária.

Assim, os donos dos 10 maiores tempos são PT, PMDB, PSDB, PP, PSD, PR, PSB, PTB, DEM e PRB. Juntos, têm 73% dos espaços no rádio e na TV. Eles são os mais cobiçados numa eleição majoritária, onde coligação pode envolver quando partidos desejarem, mas só os tempos dos seis maiores poderão ser computados. Os outros serão descartados.

Se tivermos três ou quatro candidatos a governador, os 9 minutos no guia e as inserções serão divididas entre eles, observando o tempo dos seis maiores partidos de cada aliança.

Como PMDB, PSDB, PSD e PSB têm candidatos, vão lutar pelos outros seis grandes, e a lista dos cobiçados começa com o PP de Enivaldo Ribeiro (tem 40 minutos por semana), seguido do PR de Wellington Roberto, o PTB dos Santiago, o DEM dos Morais e PRB de Jutay Meneses. Pelo peso que têm, vão querer vaga na chapa majoritária.

Com teto de gastos e campanha reduzida, o tempo de propaganda será a moeda forte. Quem tem, está valorizado e poderá barganhar.

TORPEDO

"Não é justo que quem coloca sua vida em risco todos os dias, em defesa da sociedade, não mereça a atenção de ser ouvido. O Governo deve um gesto às Polícia Civil e Militar, principalmente em razão da persistente onda de violência, cujo combate exige união de esforços. "

Da deputada Daniella Ribeiro (Progressistas), defendendo diálogo do governo com os operadores da Segurança que lutam por reajuste.

O perfil

Traduzindo o que ouve dos eleitores, o presidente do PSDB, Ruy Carneiro afirma que o perfil ideal do próximo governador é de político que una experiência, capacidade de inovação e de articulação política.

Talentos

Para Ruy, a conjuntura exige alguém com “capacidade de liderança, com trajetória própria, que não seja um mero cumpridor de tarefas, que possa liderar o Estado para um novo momento, de retomada do crescimento”.

Promoção

As secretarias de Segurança Urbana, Trabalho e Renda, e Juventude e Esportes de João Pessoa, vagas porque os titulares irão disputar as eleições, serão comandadas pelos Adjuntos, de forma interina.

Promoção 2

Cartaxo anunciou Assis Freire no lugar de Geraldo Amorim; Paulo Roberto Vieira na vaga de Olenka Maranhão; e Rodrigo Fagundes de Figueiredo Trigueiro na cadeira que foi do deputado Jutay Meneses.

ZIGUE-ZAGUE



  • Ela não citou Lula, mas a resposta de Cármem Lúcia as suas críticas ao Judiciário foi clara: “O que é inadmissível e inaceitável é desacatar a Justiça, agravá-la ou agredi-la”.


  • Já Raquel Dodge reforçou que o MPF vai “agir firmemente” para levar “justiça aos mais necessitados e a endireitar os atos tortuosos dos que desviam dinheiro público.”


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