domingo, 18 de fevereiro de 2018

Roberto Cavalcanti
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Otimismo

10 de dezembro de 2017
Dei a mim um basta: nada de cobranças ou realidades pessimistas. Não é justo trazer a você, em um domingo, novamente um lado escuro de nosso País. Teria muita coisa a dizer, alertas a fazer... mas, hoje não!

Assisto com profundo desgosto a política brasileira ser feita na base do interesse pessoal absoluto. Na mudança de partido, o descaramento de alguns em dizer que têm cinco propostas e que vão escolher a sigla que viabilize suas eleições. Zero absoluto em ideologia.

Saio rápido do tema, porque, se prosseguir na política, não cumprirei o propósito de falar no reverso da medalha, ou sobre o lado luminoso, brilhante e admirável do nosso País.

Como empresário, assisto dois Brasis. Tem um Brasil gigante, do agronegócio responsável por 40% do PIB, que está no Centro-Oeste, e nas terras antes improdutivas da Bahia e Piauí, que alimenta os brasileiros e ainda exporta para o mundo.

Infelizmente, também tem um Brasil pigmeu, que abriga os que tentam destruir nossas possibilidade de um futuro, não aprovando reformas essenciais para seu equilíbrio econômico, ou mesmo incendiando fazendas produtivas para atender aos esquerdopatas.

O que me alegra é ler o jornal ‘Valor Econômico’ repleto de fantásticas notícias sobre o ressurgimento de nossa economia: a taxa de juros é a menor em 31 anos: esteve em 14,25% e, em apenas um ano, caiu para 7%; nossa moeda, o real, está estável; o mercado prevê inflação anual de 3,03%, bem abaixo não apenas da meta, mas do centro da meta, que é de 4,5%. E fica mais significativa quando lembramos que em 2015 estava em 10,67%.

Vejo ainda que a indústria voltou a crescer, e o desemprego vem caindo; o superávit da balança comercial deve chegar a US$ 66 bilhões neste 2017; a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil alcançará US$ 78 bilhões; a previsão para o PIB é positiva.

O que me entristece é, no mesmo dia, edições similares da ‘Folha de São Paulo’ e do ‘Globo’ mostrarem um País em situação de desastre iminente. E para que os leitores entendam, Folha e Globo são os donos do ‘Valor Econômico’.

Por que isso ocorre? Por que um é dirigido ao segmento econômico, que tem suas próprias fontes? Por que os leitores dos outros não teriam interesse em notícias que contrariam interesses de grupos influentes?

Será que cabe aqui a assertiva de Freud, de que “as massas nunca tiveram sede de verdade. Elas querem ilusões e não vivem sem elas”?

Na Bíblia, Jesus compara a verdade à luz, e nos ensina que não pode ser escondida: “Tudo o que está escondido será descoberto, e tudo o que está em segredo será conhecido” (Marcos 4).

Ainda refletindo sobre a resposta, lembrei da história “A serpente e o vaga-lume”. A cobra persegue o pirilampo sem descanso. Já exausto, ele decide enfrentá-la, e pede para ter direito a três perguntas antes de ser devorado.

“Pertenço a sua cadeia alimentar?”, indaga, e a resposta é “Não”. Insiste: “Eu te fiz algum mal?”, e a serpente, de novo, nega. O vaga-lume persevera: “Então, por que você quer acabar comigo?”. Dessa vez, a surpreendente explicação: “Porque não suporto ver você brilhar”.

Eu acredito que o Brasil vai brilhar apesar das serpentes. Temos riquezas como nenhum outro país. Abrigamos a maior biodiversidade do planeta: 20% do total das espécies já descobertas.

É nossa a mais cobiçada riqueza: água. Está no Brasil a maior reserva de água doce do planeta. O aquífero fica na Amazônia e tem capacidade para abastecer todo o mundo por 250 anos.

Se olharmos para o Brasil real ao invés de apenas visualizarmos o Brasil segundo os pigmeus, vamos entrar em 2018 com a certeza de que temos muitos motivos para acreditar na volta por cima.

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