terça, 20 de fevereiro de 2018

Renato Félix
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Os centenários de 2018

27 de dezembro de 2017
2018 está logo aí e já dá para elaborar uma lista dos centários do ano que vem. 100 anos é uma data daquelas que nos ajudam a lembrar de grandes artistas, alguns injustamente esquecidos.

Não é o caso, certamente, de Rita Hayworth. Novaiorquina do Brooklyn, mas descendente de espanhóis, ela viria a se tornar um dos maiores símbolos sexuais do cinema, a bordo de filmes como Gilda (1946) e A Dama de Shanghai (1948) e foi grande em musicais com Fred Astaire (Bonita como Nunca, 1942) e Gene Kelly (Modelos, 1944).

Um grande símbolo sexual masculino também faria 100 anos em 2018: William Holden. Fez as mulheres suspirarem em filmes como Crepúsculo dos Deuses (1950), Sabrina (1954) e (talvez nenhum mais do que) Férias de Amor (1955).

Entre os diretores, temos Ingmar Bergman. Muitos fãs do cinema existencialista do sueco vão celebrar a data, quem sabe assistindo O Sétimo Selo (1957), Morangos Silvestres (1957) ou Persona (1966)?

Na música, 2018 marca o centenário do grande Leonard Bernstein. Maestro e compositor, é um dos maiores nomes da música sinfônica do século XX. Compôs as trilhas dos filmes Um Dia em Nova York (para o palco, mas parte dela foi usada na versão para cinema de 1949), Sindicato de Ladrões (1954) e Amor, Sublime Amor (primeiro no palco, depois no filme de 1961), três grandes clássicos.

Datas históricas podem não significar muita coisa, no fum das contas. Mas é sempre uma oportunidade de, entre o tsunami de informações que vivemos, abrir espaço para reencontrar a obra desses nomes brilhantes.

De quem nasceu e de quem se foi: 1918 também foi o ano da morte do poeta carioca Olavo Bilac, ocorrida lá em 28 de dezembro, quase 1919.

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