terça, 12 de dezembro de 2017

Lena Guimarães
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Não para a pacificação

21 de novembro de 2017
Em 2004, Ricardo Coutinho tinha um bom discurso e apoio de movimentos sociais, mas para derrotar o PSDB que estava na Prefeitura e no Governo do Estado, faltava-lhe perspectiva de vitória, que conseguiu graças a aliança com o PMDB, que colocou Manoel Júnior como seu vice. Foram eleitos com 64,45%, no 1° turno.

Em 2008, com Cássio Cunha Lima enfraquecido pela cassação do mandato na Paraíba, Ricardo não aceitou mais que o PMDB indicasse o vice. Sugeriu nomes de três aliados para José Maranhão escolher um deles. O peemedebista recusou, mas manteve o apoio e ele foi reeleito com 73,85% dos votos.

Com a posse de José Maranhão no governo, em fevereiro de 2009, o afastamento entre os dois começou a crescer, antecipando o confronto de 2010. Mas Ricardo não tinha partido forte e nem era conhecido das lideranças no interior para enfrentar o peemedebista. Teve que fazer aliança com o PSDB, transformando adversário em aliado, e Cássio Cunha Lima no avalista de sua postulação. Saiu vitorioso.

Em 2014, Cássio decidiu confrontar Ricardo, que tentou atrair novamente o PMDB no 1° turno, mas só conseguiu sucesso no 2° turno, quando o partido foi decisivo para sua vitória.

Com esse histórico, prova de que é habilidoso negociador político, Ricardo, que tem ou teve como aliados partidos de todas as ideologias e tendências, a exemplo do PCB, PCdoB, PT, PPS, PDT, PTB, PV, PP, PSC, DEM, PRP, PSDB e PMDB, descartou a possibilidade de uma pacificação da Paraíba, com a união de forças em torno de chapa única.

Sua explicação: “Se eu tivesse interesse só num cargo para mim, eu diria excelente, como alguns fazem. Evidentemente isso não tem o menor sentido. A Paraíba avança quando consegue diferenciar os pensamentos e as ações. Eu não trairia a Paraíba dessa forma”.

Ricardo deixou claro que quando faz aliança, não é ele quem cede: “Eu faço todas as alianças necessárias, possíveis e que são boas para o Estado. Agora, observe se aquilo que eu dizia há 10 anos atrás não é a mesma coisa daquilo que eu digo hoje. E observe outras pessoas que tem aqui dentro da política: dançam de acordo com o samba, de acordo com a música, não têm nenhum conteúdo, ou seja, estão ali para enganar o povo. Sendo bom para elas, adotam o modelo, o discurso”.

A criatura ficou no passado. Para 2018, Ricardo se posiciona como Criador. E vai para o confronto.

TORPEDO

"Enfrentamos com trabalho um cenário de crise, por isso garantimos, pelo 5° ano consecutivo, o pagamento dentro do mês, dando segurança aos servidores e também a setores como o de comércio e o de serviços."

De Luciano Cartaxo, anunciando que as folhas de novembro, dezembro e 13° estão garantidas e injetarão R$ 185 milhões na economia da Capital.

Bola cheia 1

A convite da Unifacisa e da CDL, o presidente do BNDES, Paulo Rabello esteve em Campina para falar sobre Desenvolvimento Regional. Encheu a bola do prefeito Romero Rodrigues, destacando o complexo Aluízio Campos.

Bala cheia 2

Rabello: “Vim conhecer a cidade e fiquei feliz.Além de ser polo regional reconhecido é também um centro de futuras oportunidades e o BNDES quer proporcionar a condição de uma aceleração dos investimentos dessa região”.

Família

Alvo de investigação na Câmara, o prefeito interino de Bayeux, Luiz Antônio conseguiu atrair mais críticas – agora por nepotismo - ao nomear o irmão, Adalberto de Miranda, como novo Secretário de Educação.

Debate

A LOA 2018 de João Pessoa estará em debate, hoje, na Câmara Municipal. Os secretários de Saúde e Educação e Cultura vão detalhar os investimentos que propõe para a cidade e vão tirar dúvidas dos presentes.

ZIGUE-ZAGUE



  • O ministro Dias Toffoli concedeu liminar à PGR e o procurador Eduardo Pelella, o principal auxiliar do ex-poderoso Rodrigo Janot, não vai depor na CPMI da JBS.


  • Pelo 7° mês seguido, o Brasil registra crescimento em empregos. Foram mais 76.599 vagas e a 1ª vez desde 2013 que contratações superaram demissões em outubro.


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