terça, 20 de fevereiro de 2018

Lena Guimarães
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Nada a perder

13 de Fevereiro de 2018
Com décadas de experiência na política da Paraíba, o senador José Maranhão (MDB) percebeu um vazio na pré-campanha para governador desde o fim do ano passado. A exemplo do que fez Ricardo Coutinho em 2010 (com êxito), contra ele próprio, Maranhão não contou conversa. Afastou-se do grupo de oposição ao qual estava integrado e que defendia a unidade e a escolha de um candidato a governador dentre eles. E, mesmo na oposição, iniciou uma carreira solo, como se diz no meio artístico.

Desagradou a Luciano Cartaxo (PSD), Romero Rodrigues (PSDB), Cássio Cunha Lima (PSDB) e Manoel Júnior (MDB) e decidiu que seria candidato a governador. No início, todos acharam que Maranhão estava querendo se valorizar, ou aumentar o passe, numa linguagem do futebol. Foi então que ele começou a dar demonstrações de que não está para brincadeira. Primeiro, um aliado seu, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), deu entrevista ao programa Correio Debate (98,3 FM) dizendo que a candidatura emedebista na Paraíba é prioridade no Nordeste e que o partido tem dinheiro para bancar a campanha de Maranhão.

Mesmo assim, os aliados oposicionistas do senador paraibano acharam que seria um blefe. Mas o ex-governador começou a dar demonstrações de que está com disposição e boa saúde para enfrentar mais uma campanha para o Governo. Tem mantido o bom humor, apareceu pulando uma cerca em sua fazenda no Tocantins, participou do bloco Virgens de Tambaú, foi ao bloco Muriçocas do Miramar, não perdeu o desfile do bloco Cafuçu, postou vídeo nas redes sociais consertando o próprio avião, e apareceu em vídeo pulando Carnaval em Cajazeiras.

Pode até ser que Maranhão, ao fim de tudo, não seja candidato. Mas ele tem tudo a seu favor para ingressar na disputa, inclusive com chances de vitória. Até porque, só não tem chance quem não se candidata. Ele tem uma vantagem sobre os dois principais concorrentes: João Azevedo (PSD) e Luciano Cartaxo (PSD). É conhecido em qualquer cidade da Paraíba. Obras não são problemas para efeitos de comparação na campanha. Se for para o segundo turno contra Azevedo, terá o apoio de Cássio Cunha Lima e, talvez, de Luciano Cartaxo. Se for para o segundo turno contra Cartaxo, terá apoio de João Azevedo e de Ricardo Coutinho.

Se não for para o segundo turno, será paparicado por Ricardo e Azevedo, por um lado, e por Cartaxo e Cássio Cunha Lima, por outro lado. Além do mais, tem mais quatro anos de mandato no Senado. Ou seja: Maranhão nada tem a perder se for candidato a governador.

TORPEDO

O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba está notificando prefeitos, presidentes de Câmaras, secretários de Estado e secretários municipais sobre irregularidades que eles cometeram no decorrer do ano passado.

Do conselheiro Nominando Diniz em alerta aos gestores que terão pouco mais de um mês para contestar ou justificar as irregularidades.

Reeleição

O deputado João Henrique vai disputar a reeleição. Mas sua esposa, a ex-prefeita de Monteiro, Edna Henrique, poderá ser candidata a deputada federal. As articulações estão sendo feitas nas bases do deputado.

A voz do Cariri

Para João Henrique, A região do Cariri precisa voltar a ter um representante na Câmara. Outras lideranças políticas da região têm o mesmo pensamento. Edna poderia ser uma alternativa: a voz do Cariri na Câmara.

Cajazeiras

Em Cajazeiras, a aliança entre o prefeito José Aldemir e o deputado federal Aguinaldo Ribeiro é ponto positivo para a campanha da primeira-dama, Paula Francinete, a uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba.

Participação

Nome respeitado em Campina Grande, o vice-prefeito Enivaldo Ribeiro (Progressistas) terá uma importante participação nas campanhas dos filhos Aguinaldo e Daniella Ribeiro para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa.

ZIGUE-ZAGUE

Presidente da Juventude Estadual do MDB, José Ronaldo, filho do ex-prefeito com o mesmo nome, se prepara para disputar a Prefeitura Municipal de Itatuba em 2020.

Nas eleições passadas, ele foi candidato, mas não obteve êxito. Foi derrotado pelo tio, Aron Renê, que disputava a reeleição. Em 2020, Ronaldo estará mais preparado.

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