sábado, 22 de setembro de 2018

Sony Lacerda
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Marchinha eleitoral

13 de fevereiro de 2018
Você que está virado “num dindin” nesse Carnaval, especialmente no Interior do Estado, já deve ter percebido a invasão de políticos – com mandatos ou querendo retomar o que foi perdido. Você querendo foliar – que seja com moderação -, eles querendo conquistar. Então, aproveite a festa e as presenças ilustres para “encostá-los na parede” e cobrar o que foi prometido há quatro anos.

Ontem, zapeando pelo Twitter, encontrei um post-campanha do Tribunal Superior Eleitoral, com direito a marchinha (paródia da ‘Cabeleira do Zezé’): “Olha a atitude do Zezé / Será que ele é? / Será que ele é? / Será que ele é falcatrua? / Será que ele é um ‘mané’? / Parece que já foi honesto / Mas isso eu não sei se ele é / Cobra a promessa dele! / Cobra o projeto dele!...”.

Não gostam dessa, tem outra que é uma paródia da ‘Ó abre alas’: “Óh abre alas que eu quero falar / Óh abre alas que eu vou te cobrar / Sua promessa eu quero checar / Sua promessa eu quero checar / Óh abre alas que eu quero falar / Óh abre alas que eu quero falar / Democracia vai prevalecer / Todos unidos, nós vamos vencer...”.

Então, meu povo, vou repetir, deixemos de ser vítimas eleitorais, sejamos protagonistas. Porque é sempre assim: morre de reclamar, aí vai votar. Depois, volta a reclamar do político votado. É muita bipolaridade, não acham. Vamos usar mais a conscientização e menos a admiração.

Fazendo as contas

O senador José Maranhão esteve em Cajazeiras na sexta-feira. Acabou flagrado ‘fazendo contas’ com o prefeito da cidade, ex-deputado José Aldemir. Contas de quê? De votos, meu fi. Nesse tempo de oposição batendo cabeça, mesmo com um ‘pacto’ entre os prefeitos Romero Rodrigues e Luciano Cartaxo. Aliás, será que incluíram Maranhão nesse pacto? Por garantia, Zé já está fazendo suas contas. Tá certo!

Vamos...

O governador Ricardo Coutinho é muito bom de sustentar estratégias. A cada questionamento sobre “se sai ou se fica”, já decorou a resposta: “Se é melhor eu ficando, terei maior prazer em governar o Estado até 30 de dezembro”.

...bora?

Se convence a eleitores, não sei. A mim, não. Ricardo, como boa parte dos políticos, tem suas vaidades. Ou seja, nas entrelinhas, as declarações estão mais para: “vamos ou borá?”.

Hipótese 1

“A hipótese de eu sair só se esse Governo fosse concluído intacto”. Ou seja, uma leitura simples e de leiga. Ricardo só sai de tiver alguém de sua confiança à frente do Governo. E, pelo visto, não seria a vice-governadora Lígia Feliciano.

Hipótese 2

Agora, se não for Lígia, quem seria? Porque para chegar até que ele gostaria, é preciso ‘abater’ pelo menos dois na linha de sucessão... Vixe! É muita tese para uma eleição só.

Que tiro foi esse?!

Os candidatos a primeiro lugar do “que tiro foi esse?” desse ano eleitoral continuam sendo o presidente do PSDB, Ruy Carneiro, e o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, do MDB. Ruy soltou a bomba, que acabou num track, ao convidar Manoel Júnior para o ninho tucano. Durou apenas dois dias. Se estavam pretendendo pressionar o MDB de José Maranhão, esqueçam. Aliás, acabaram mal na fita nas duas legendas.

Conversa 1

Se José Maranhão é quem carrega a situação mais favorável – se perder, ainda tem mandato -, o MDB anda precisando, de novo, lavar a roupa suja e decidir para onde vai e porque vai. Atualmente, anda dividido em castas.

Conversa 2

Para não perder o costume, o deputado Veneziano Vital do Rego, que chegou a ser convidado para compor chapa encabeçada pelo PSB, vem a público expor a situação do partido.

Conversa 3

“O grande problema do MDB é que o partido não se reúne. Há mais de um ano não conversa. São discussões isoladas”, desabafou Veneziano. Há tempos que o PMDB não é protagonista no Estado, ficando à sombra de outras legendas.

Conversa 4

Essa desarrumação do MDB lembra muito a que o Partido dos Trabalhadores na Paraíba vem enfrentando e que não conseguiu se recuperar. Se liga!

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