terça, 25 de setembro de 2018

Lena Guimarães
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Insatisfação passageira

22 de fevereiro de 2018
Após ouvir várias especulações de que o MDB da Paraíba sairia menor ao manter a sua pré-candidatura ao governo do Estado, o senador José Maranhão deu uma resposta aos críticos: “As pessoas acusadas por isso são os deputados Nabor e Hugo Motta. Os dois disseram que é mentira”. Na opinião dele, então, não há mais nada o que dizer.

Maranhão não considerou a insatisfação, já manifestada por Veneziano Vital do Rêgo e André Amaral, cujo pai assumiu a presidência do Pros na Paraíba.

O senador, presidente estadual do MDB, agora tem outro motivo para acreditar que ninguém vá largar o barco. É que ontem a Executiva Nacional da legenda definiu os valores do fundo partidário que serão repassados aos seus candidatos.

Para os candidatos à Câmara dos Deputados, a legenda pretende transferir o valor de R$ 1,5 milhão e para senador o montante de R$ 2 milhões. Para os cargos de governador e de deputado estadual, os valores serão fixados em nova discussão. O repasse é para candidatos à reeleição.

O tesoureiro do MDB paraibano, Antônio de Souza, reconheceu que a decisão sobre os repasses seja uma estratégia para evitar a debandada de mandatários da legenda. Mantendo assim a força para negociar parcerias e coligações mais favoráveis para eleger seus candidatos, inclusive a chapa majoritária - governador e senadores.

Numa fase em que o financiamento de campanha é uma das principais barreiras dos candidatos, a garantia de recursos de tal monta é uma motivação a mais para qualquer disputa. Além disso, decidiram prorrogar por mais 12 meses o Diretório Nacional - presidido pelo senador Romero Jucá.

O senador Maranhão, inclusive, já recebeu do tesoureiro do MDB para as eleições deste ano - o senador Eunício Olivieira - a garantia de que sua postulação ao governo do Estado é prioritária dentro do partido. Mais um ponto para quem deseja voltar a governar.

Apesar das negativas públicas do presidente Michel Temer, o MDB ainda tenta levá-lo à disputa da reeleição. Com alto índice de impopularidade, há quem acredite que a intervenção na Segurança do Rio de Janeiro seja o ponto de partida para uma virada. O tempo dirá que sim ou que não, mas os emedebistas continuam pensando alto e longe.

TORPEDO

"Eu não aceito esse tipo de tratamento porque não sou homem de barganha. E não vou numa barganha dessa natureza empenhar o que não é meu, é do povo da Paraíba o direito de escolher um candidato."

Do senador José Maranhão desmentindo boatos de que estaria disposto assumir um ministério no governo Temer.

Solução caseira



O prefeito Luciano Cartaxo nomeou Adalberto Alves de Araújo Filho, servidor efetivo e técnico de carreira, superintendente da Semob, em substituição a Carlos Batinga, que deixou o órgão para se candidatar a deputado.

Deu o esperado

Após sair vitorioso em votação do processo que pedia a sua cassação, o prefeito interino de Bayeux, Luiz Antônio, disse que já esperava o desfecho do caso. Segundo ele, o julgamento era político e não criminal.

Segurança 1

O senador Cássio Cunha Lima reiterou pedido ao ministro Raul Jungman (Defesa) para audiência conjunta com Torquato Jardim (Justiça), para que a bancada federal paraibana entenda os motivos da intervenção no Rio.

Segurança 2

Segundo Cássio, dados apontam que Estados tiveram a violência mais aguda no mesmo período e nada foi feito pela União. Enquanto no Rio, de 2008 a 2016, houve queda de 8% em homicídios, na Paraíba o número cresceu 39%.

ZIGUE-ZAGUE



  • O desembargador Carlos Beltrão foi escolhidopelo Pleno do TJPB para compor o TRE-PB como membro efetivo. Ele assumirá a vaga da desembargadora Maria das Graças Morais, que encerra o seu biênio na Corte.


  • O vereador pessoense Lucas de Brito reclamou ontem do uso de dinheiro público para fazer culto à figura do governador do Estado ainda no cargo, se referindo ao Memorial inaugurado na Casa José Américo de Almeida.




Damásio Dias e Equipe Correio - Interino

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