sexta, 22 de junho de 2018

Lena Guimarães
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Dez motivos para RC

17 de janeiro de 2018
Dez motivos para aprender um novo idioma... para comprar uma casa... para viajar... Elencar razões para fazer ou evitar algo é método para tomada de decisões, útil em qualquer área, inclusive na política.

Desde que o governador Ricardo Coutinho divulgou que pretende inaugurar 104 obras até março – o prazo de desincompatibilização para gestores que serão candidatos é 7 de abril – aliados e adversários discutem se resolveu os problemas internos que o impediam de passar o governo a Lígia Feliciano (PDT) e concorrer ao Senado.

Como incluiu na lista até reforma de escola, pode até não ser despedida do governo, mas parece. Como todos apontam pelo menos uma razão que justificaria sua candidatura, apresento as 10 mais interessantes.

1. Se ficar no cargo, a partir de hoje terá apenas mais oito meses e 21 dias de “governo”, ou seja, até o dia da eleição, 7 de outubro. Eleito o sucessor, vai apenas cumprir tabela até 31 de dezembro.

2. Sem perspectiva de poder, de um novo mandato, ficará vulnerável aos inimigos que inevitavelmente gestores acumulam.

3. Sabe que será alvo dos adversários mesmo não sendo candidato. Que as promessas não cumpridas, a situação da UEPB e principalmente a insegurança pública, serão os temas principais da campanha.

4. Sabe que João Azevedo, seu atual candidato, é pesado. Ficou carimbado como “Marajá da Paraíba” pela acumulação de cargos públicos. Como em 2014 atacou Cássio Cunha Lima por ter duas fontes de renda que somadas superavam o teto dos servidores, poderá justificar quem recebe de cinco fontes públicas e muito acima do teto?

5. Até aqui, não lançou candidato ao Senado e nem mesmo declarou apoio a qualquer nome. O maior gesto que fez foi considerar Gervásio Maia e Veneziano Vital boas opções.

6. Como “padrinho” poderá aparecer no guia, mas terá que dividir espaço com o postulante a seu sucessor. Como candidato ao Senado, terá um guia só para ele e poderá defender seu legado.

7 e 8. Como são duas vagas para o Senado, o risco é pequeno. Como candidato, manteria a perspectiva de poder, e por oito anos.

9 e 10. A tribuna do Senado é vitrine que projeta nacionalmente. Mais um senador faria diferença para o PSB.

Não é de estranhar que o cenário mais crível para a oposição é justamente o que tem Ricardo como candidato.

TORPEDO

"O Tribunal de Contas tem os dados e o Ministério Público da Paraíba tem o interesse de atuar no caso."

Do presidente do TCE, André Carlo, sobre a parceria com o MPPB para investigar contratações no período pré-eleitoral.

Unidos

O TCE e o Ministério Público vão acompanhar as chamadas contratações precárias (sem concurso) de pessoal e acumulação de cargos na Paraíba. A intenção é impedir favorecimento eleitoral. Terão muito trabalho.

Pacto

O vice-prefeito Manoel Júnior não perde a esperança de que o senador José Maranhão confirmará o MDB no bloco da oposição, ao lado do PSD, PP, PSDB, PSC e PMN, entre outros. “Estaremos todos juntos”.

Peleja

O secretário João Azevedo, pré-candidato do PSB, desafiou os prefeitos Romero Rodrigues e Luciano Cartaxo a marcarem data para deixar seus cargos. “Eu não acho que tenham condição ou até coragem de colocar isso”.

7 de julho

A partir da data acima, os candidatos estarão proibidos de participar de inaugurações. Também fica proibida contratação de shows e publicidade dos atos, programas, obras, serviços e até campanhas de órgãos públicos.

ZIGUE-ZAGUE



  • O ex-presidente Lula não vai falar ao TRF-4, como pediu sua defesa. No julgamento da próxima quarta-feira só os advogados e magistrados terão a palavra.


  • O presidente Temer atendeu a força-tarefa da operação Greenfield e mandou afastar quatro vice-presidentes da CEF, para que se defendam de acusações de corrupção.


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