terça, 12 de dezembro de 2017

Lena Guimarães
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Desafio de 2018

26 de novembro de 2017
Como será 2018? Após tudo o que foi revelado pela Lava Jato, o que influenciará o voto e decidirá o futuro da Paraíba e do Brasil? O descrédito em razão da falta de honestidade das mais influentes estrelas da política, e a impunidade que reina, podem favorecer um voto radical, ou a fé de que alguns ainda merecem uma chance vai prevalecer? O que ajudará mais na decisão de voto: prometer o que não poderá ser entregue simplesmente porque é o que o eleitor quer ouvir, ou a sinceridade, que poderá ser explorada pelos adversários como falta de capacidade para vencer obstáculos? Depois do desastre que foi o governo Dilma Rousseff, a “criatura” de Lula, qual o peso dos “padrinhos”? As recomendações serão vistas como naturais ou tentativas de perpetuação de grupos no poder? Os políticos com história própria partirão com vantagem competitiva? A 10 meses e 11 dias da eleição, a busca por respostas é intensa. Pesquisa do Instituto Paraná realizada entre os dias 15 e 19, mostra que 71,5% não votariam no mesmo candidato a presidente de 2014; 71,6% não repetiriam o voto para Deputado Federal; 71,9% acreditam que haverá renovação política. Nada menos que 84,8% responderam que os partidos políticos não representam a população, e 81,9% fi zeram a mesma avaliação dos políticos que estão no poder. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas já tinha mostrado que 53% dos brasileiros - no Nordeste 39,1% - não repetiriam o voto para governador. Para Senador o percentual é ainda maior na região: 45,9%. Contudo, 67% também responderam que mais importante do que protestar nas ruas é votar nas eleições, o que indica que o eleitor vai usar o seu voto para conseguir a mudança que deseja nas práticas políticas. Os estudos mostram que há espaço enorme para renovação, que o voto será muito mais difícil de conquistar do que em outras eleições, e que a história de vida dos candidatos terá peso inédito, por conta da corrupção, cujos efeitos todos agora podem avaliar. O eleitor está mais e melhor informado do que em qualquer outro período, pretende participar dos debates sobre o futuro e influenciar usando redes sociais. 2018 será um desafio difícil. Será de vigilância nos gastos, de questionamento de alianças e lupa nos discursos.

Torpedo

"O que mais causa revolta e revela falta de sensibilidade de um governador que só olha para o próprio umbigo, é que não tem merenda porque a escola está sem diretor. Inacreditável. Agora, na Granja não falta comida. Lá o cardápio é composto por alimentos caros e raros."

Do deputado Tovar Correia Lima, protestando contra falta de merenda na Escola Estadual José Miguel Leão, na zona rural de Campina Grande.

Prazo para...

A “festa dos suplentes” na Assembleia – 25% dos que estão na Casa não foram eleitos, são 9 de 36 – começa a acabar em abril, quando licenciados para ocupar secretarias terão que deixar os cargos para manter elegibilidade

... retorno

Voltarão a Assembleia Lindolfo Pires, Manoel Ludgério, Adriano Galdino, Jutay Meneses e Tovar Correia Lima. Os que tiraram licenças por outros motivos poderão cumprir os períodos, beneficiando 4 suplentes.

Em pauta

A defesa do prefeito afastado de Bayeux Berg Lima está na expectativa de que o STJ conceda sua liberdade na terça-feira, após quatro meses de prisão sob acusação de corrupção. O parecer do MPF é favorável ao gestor.

Continua

Com a entrega das novas propostas orçamentárias do TJPB, Defensoria e MPPB, a tramitação da LOA-2018 será retomada na Assembleia, assim como a discussão sobre os novos valores, questionados pelo Executivo.

ZIGUE-ZAGUE



  • O presidente Michel Temer deve deixar o Hospital Sírio-Libanês, onde foi submetido a angioplastia de três artérias, até amanhã. E vai se dedicar a reforma da Previdência.


  • Após “enxugar” a proposta inicial, tirando temas mais polêmicos, Temer espera que as votações na Câmara ocorram em dezembro, ficando para 2018 no Senado.


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